Esse governo e Congresso de ladrões não tem moral para roubar nossos direitos e aposentadoria

Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil contra as reformas da Previdência e trabalhista!

AQUILOMBAR PARA REPARAR!

Especial Raça e Classe 2016

quarta-feira, 26 de abril de 2017

28 de Abril - Greve Geral! Vamos parar o Brasil!!


Os números da “Lista Fachin” falam por si só: o pedido de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) inclui oito ministros de Temer, 24 senadores, 42 deputados federais, um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), três governadores, além de outros 24 políticos e autoridades. O próprio presidente Temer foi delatado e não teve pedido de inquérito só porque goza de “imunidade temporária” por ser presidente.

Além disso, mais de uma centena de processos foi remetida à primeira instância com nomes que vão de Dilma e Lula, passando por FHC e o governador Geraldo Alckmin. Dos delatados na Lava Jato incluem-se os presidentes das Câmaras, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), além do relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA).

São justamente esses bandidos que articulam a reforma da Previdência e a reforma trabalhista, que tentam roubar o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores, além de retirar direitos e promover a precarização das relações trabalhistas. Temer e seu séquito de ladrões não tem qualquer legitimidade para governar por nem mais um dia, o que dirá de aprovar reformas cujo único sentido é acabar com a aposentadoria e aumentar a exploração em favor de banqueiros e empresários.



Não aceitar nenhuma manobra! Abaixo as reformas!

Encurralado pelas denúncias de corrupção e percebendo o ódio crescente da população, Temer tenta agora uma manobra safada para aprovar a reforma. Propõe uma tímida “flexibilização” da reforma, aceitando, por exemplo, uma idade mínima de 62 anos para as mulheres.

Outra mudança que mostra bem a pegadinha que o governo quer armar ao povo é o tempo de contribuição para o segurado receber o benefício integral. Dos 49 anos da proposta original, agora se propõe 40. Mas ao mesmo tempo, o piso se reduz. Com 65 anos (63 para as mulheres) e 25 de contribuição, o aposentado receberia 76% da média salarial. Agora, começa recebendo só 70%. Além disso, essa média passa a ser calculada sobre todas as contribuições, e não sobre as 80% maiores como hoje.

Percebeu como o governo acena com um recuo de um lado, enquanto prepara uma facada nos trabalhadores de outro? Essa corja só sabe fazer duas coisas: roubar e mentir.


Propaganda mentirosa para impor a reforma

E agora, essa quadrilha vai reforçar a campanha da reforma da Previdência nos meios de comunicação para tentar enganar o povo. A estratégia do governo inclui a defesa da reforma por apresentadores, radialistas, jornalistas, etc. A emissora e o jornal que não defenderem o governo não vai ter verba oficial de publicidade. O governo está, literalmente, comprando o apoio dos jornais.

Por isso que, ao mesmo tempo em que você vê na Rede Globo o escândalo das delações que atinge grande parte do Congresso Nacional e do governo, você também vê William Bonner defendendo a reforma da Previdência.


Greve Geral!

Não podemos aceitar nenhum direito a menos. No dia 28 de abril está marcada uma Greve Geral contra as reformas da Previdência e trabalhista. Pare a sua empresa, fábrica, escola ou universidade. Organize um comitê contra a reforma em seu bairro, local de estudo ou trabalho. Prepare a participação no dia 28, seja parando empresas, terminais de ônibus ou metrô, seja cortando estradas e avenidas.

Não vamos deixar esses ladrões roubarem nossos direitos!

sábado, 8 de abril de 2017

Não aos bombardeios de Trump na Síria! A revolução síria deve derrubar o regime genocida de Assad!


Donald Trump ordenou, na última quinta-feira, o bombardeio a uma base militar do regime de Bashar Al-Assad em Shayrat, Homs. Foram 59 mísseis cruzeiro, lançados do Mediterrâneo oriental. O ataque foi anunciado, em Washington, como represália ao atroz ataque com gás sarin, o qual repudiamos veementemente, perpetrado pelo ditador sírio há alguns dias contra a população civil da província de Jan Sheijun, em Idlib, matando mais de cem pessoas, um terço delas meninos e meninas.

Por: Secretariado Internacional

Condenamos este ataque militar do imperialismo estadunidense com a mesma energia com que temos rechaçado os ataques aéreos combinados dos EUA, França, Reino Unido e seus aliados árabes nos territórios sírio e iraquiano desde 2014. Tanto Assad quanto o imperialismo têm suas mãos sujas com o sangue dos povos do Oriente Médio, e ambos merecem o mais completo repúdio de todos os explorados e oprimidos do mundo.

O motivo de Trump não é nem pode ser “humanitário”. Mesmo assumindo a hipótese de que a Casa Branca tenha mudado completamente sua política e que agora passe a promover a saída de Assad do poder – recordemos que, até agora, todos os ataques aéreos foram dirigidos, supostamente, contra o Estado Islâmico e que Assad era considerado um “aliado” na “luta contra o terror” –, os tomahawk não têm o objetivo de “libertar” os sírios das atrocidades de uma ditadura genocida, que há décadas é aliada dos EUA, mas controlar a situação e instaurar, possivelmente, um governo nascido de uma “negociação”, que certamente não descartará elementos do atual regime.

Não. O magnata Trump, transformado em presidente da principal potência econômica e genocida do planeta, não é nem será “aliado” da revolução síria, nem sequer da “democracia”.

Embora o governo russo, principal aliado militar e diplomático de Assad, tenha sido alertado do ataque para evitar mortes, sua diplomacia condenou o fato, [dizendo ter sido] fundado em “pretextos inventados”, e anunciou “graves consequências”. A Rússia não parece disposta a afrouxar em seu apoio ao déspota de Damasco, mas deverá decidir até onde irá caso os EUA decidam realmente intervir.

Obviamente, o ataque de Trump não transforma Assad em um “líder anti-imperialista”, nem em nada parecido, como cansam de dizer as correntes castro-chavistas, cúmplices das atrocidades deste regime. Antes e durante a guerra civil na Síria, Assad fez todos os esforços, explicitamente, para ganhar a confiança dos EUA e ser considerado um elemento válido na “luta contra o Estado Islâmico”. Há apenas quatro meses, por exemplo, o ditador sírio declarou que “Trump pode ser um aliado na luta contra o terrorismo”[1].

Como Trump, inicialmente e para se diferenciar de Obama, estendeu a mão a Putin, Assad se sentiu mais seguro. A este contexto internacional, somaram-se as vítimas militares do regime na emblemática Aleppo e em outras localidades do país. Então, seguindo a dinâmica de ferro de uma ditadura que se agarra ao poder e continua questionada militarmente por seu povo, Assad decidiu repetir a dose de barbárie utilizada em 2013, ao matar mais de 1.440 civis, e lançou um ataque químico contra civis inocentes em Idlib. Não foi um ataque contra o Estado Islâmico, que não está presente em Idlib. Foi um ataque contra a revolução, pois Idlib é a única capital de província que ainda é controlada pela heterogênea coalizão de rebeldes, que se levantou em armas contra o regime em 2011.

Trump tem menos de cem das no poder e uma popularidade menor que qualquer outro presidente dos EUA neste período. Possivelmente, o ataque a um ditador genocida, que acaba de jogar gás contra dezenas de crianças, consista numa tentativa de se fortalecer politicamente: “Anos de tentativas para mudar a conduta de Assad falharam de forma drástica. Consequentemente, a crise dos refugiados se aprofundou e a região segue desestabilizada, ameaçando aos Estados Unidos e seus aliados”, disse Trump, ao mesmo tempo em que chamou a todas as “nações civilizadas” a acabar com o terrorismo e a “carnificina na Síria”.

Será necessário ver quais serão seus próximos passos. Assad não é mais considerado um mal necessário para Washington? Será apenas uma intervenção “cirúrgica” para demonstrar “decisão” e que “agora sim serão respeitadas as linhas vermelhas”, e assim aumentar seu poder de negociação; ou o imperialismo norte-americano voltará a uma linha belicista, como a empreendida por Bush, que claramente fracassou?

Por ora, tanto republicanos como democratas respaldaram a medida da Casa Branca como “equilibrada”. Até mesmo os mais críticos, como o republicano John McCain e Marco Rubio, que foi seu rival na corrida presidencial, expressaram apoio. A própria Hillary Clinton disse, horas antes, que seria necessário atacar bases aéreas de Assad. E no exterior, para variar, a OTAN, o Reino Unido, Arábia Saudita, Turquia, Polônia e Israel aplaudiram a ação.

Desde 2014, EUA e uma coalizão de países imperialistas e árabes realizaram centenas de ataques aéreos, supostamente “contra o Estado Islâmico”, deixando o regime sírio em paz. Há poucas semanas, os EUA e sua coalizão mataram centenas de civis em Mosul. Washington conta, além disso, com 900 militares em solo, que atuam como “assessores”. Uma intervenção de grande escala não está descartada, e desde já a condenamos porque, mesmo que chegue a tirar Assad do poder, não será uma solução para os problemas pelos quais o heroico povo sírio começou sua revolução. Mas é necessário esperar o desenvolvimento dos acontecimentos, pois uma aposta deste calibre levaria os EUA a uma dinâmica irrefreável de envolvimento militar no ninho de vespas do Oriente Médio, do qual saiu derrotado, no Afeganistão e Iraque, durante a primeira década deste século.

Nós, da LIT-QI, reiteramos nossa condenação aos ataques e a qualquer tipo de intervenção imperialista na Síria e Oriente Médio. Somente a vitória da revolução síria, começando pela destruição do regime da família Assad, pode inaugurar dias melhores para o povo sírio.

O povo dos EUA, que vem dando mostras de oposição ativa ao governo Trump, deve se mobilizar e exigir o fim dos ataques e qualquer ingerência deste magnata na Síria ou qualquer parte do mundo. Todos os povos devem se manifestar contra este ataque imperialista e pela vitória da revolução síria.

Nota:



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Publicado originalmente em: LIT-Qi. Para a versão original, clique aqui.

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terça-feira, 28 de março de 2017

Repúdio à Utilização de Acusações Morais em Disputas Políticas






A realidade hoje das mulheres, em especial, das mulheres da periferia, negras e trabalhadoras chega à barbárie sob o capitalismo. Os salários são menores para uma mesma função, os empregos mais precários e existe a múltipla jornada de trabalho. Não existe serviço público adequado e o grande alvo dos planos de ajuste fiscal dos governos normalmente são as mulheres trabalhadoras. A violência cotidiana toma forma com as grosserias, assédios, a diminuição do papel da mulher e chega ao extremo da violência sexual e a morte. Essa opressão existe em todos os lugares: em casa, no trabalho, na rua e até nas organizações da classe trabalhadora.

Assim é a opressão em nossa sociedade. Ela surge quando as diferenças naturais entre os seres humanos, como o sexo biológico, a cor da pele ou a orientação sexual, são aproveitadas para serem transformadas em desigualdades sociais. Mas só isso não basta para a opressão se enraizar na sociedade. Junto existe toda uma construção social e ideológica que procura naturalizar a violência e a humilhação cotidianas sofridas por um determinado grupo na sociedade. No caso do machismo, o alvo são as mulheres.



Por que Repudiamos os Métodos de Utilização de Acusações Morais em Disputas Políticas?

A luta contra a opressão machista não é e não pode ser uma questão menor e de modo algum pode ser instrumentalizada por grupos políticos.

Porém, infelizmente, na categoria de professoras e professores da rede estadual, a direção do SINTE SC, composta majoritariamente pela CUT e pelo PT vem se utilizando de maneira oportunista de uma acusação de machismo publicada em rede social contra um militante de nossa organização. Não queremos esconder ou acobertar qualquer atitude machista que um militante nosso ou do movimento sindical da categoria possa ter. Justamente por isso diante de uma acusação dessa natureza queremos que seja investigada com toda seriedade e tem que ser ouvido todos os lados para que se possa tomar uma decisão com base no que de fato aconteceu e não com base em interesses políticos.

O que propõe a CUT e o PT diante da situação? A expulsão sumária de um companheiro do sindicato com trajetória histórica na categoria em defesa da luta contra as opressões e sem qualquer direito de defesa ou debate aprofundado do caso. Não querem que a categoria cresça, as mulheres se fortaleçam no debate político e nem ganhar os homens para a luta contra o machismo. Querem simplesmente a eliminação de um adversário político e a tentativa de desmoralização de toda uma organização de lutadoras e lutadores. O machismo está em toda a sociedade e deve ser combatido, inclusive nos homens da nossa organização. Mas o que defende o PT e a CUT é a pura instrumentalização da luta contra o machismo, ou seja, canalizar ela para seus próprios interesses de se perpetuar na direção do sindicato e não de fato combater o machismo.

Historicamente, temos um péssimo exemplo do que significou esse método de disputa política com base em acusações morais. O stalinismo trouxe para as fileiras da classe trabalhadora o método de misturar acusações morais com disputas políticas. Fossem reais ou inventados os problemas morais de seus adversários políticos ou ex-aliados o estalinismo os utilizava somente para desacreditá-los quanto estes questionavam a linha política das direções dos partidos estalinistas ou representavam alguma ameaça. Buscavam manchar aquilo que é mais caro para todo revolucionário ou lutador honesto: sua moral. O debate moral para o estalinismo estava a serviço de sua própria preservação nos aparelhos burocráticos que dirigia e nada mais importava. Como patrimônio desse tipo de enfrentamento político e metodológico com o estalinismo temos uma comissão de moral dentro do partido para analisar denúncias e casos que envolvam a moral revolucionária de nossos militantes e dar os encaminhamentos necessários sem misturar com os debates e posições políticas que possam existir e assim defendemos que no movimento da classe trabalhadora tratemos os problemas morais separando-os das disputas políticas.

Sempre combatemos e sempre vamos continuar a combater o machismo dentro e fora da nossa organização. Mas não vamos aceitar que organizações como o PT e a CUT que apoiaram ataques contra a classe trabalhadora, em especial contra as mulheres da classe trabalhadora, a exemplo do que foram as diversas reformas da previdência realizadas por Lula e Dilma e seus cortes de verbas para os programas governamentais contra as opressões, agora instrumentalizem a luta. Ao procederem dessa forma a CUT e o PT prestam mais um desserviço para a classe trabalhadora e sem dúvida alguma para a luta contra o machismo.



Aprofundando o Debate sobre como Acreditamos que Devemos Combater o Machismo

O agente da opressão machista é o homem e toda atitude machista deve ser combatida sem concessões. Mas é importante que compreendamos que o grande beneficiado da opressão machista é a classe burguesa que se utiliza desta ideologia para seus interesses. O machismo é um grande auxiliar da burguesia principalmente porque é uma ideologia que divide a classe trabalhadora para lutar e ajuda a superexplorar um setor dela. Ao fazer isso força também um aumento da exploração de conjunto dos homens e mulheres da classe trabalhadora.

Uma luta consequente contra a opressão machista e qualquer outro tipo de opressão só pode se dar combinando a luta contra a opressão com a luta contra a exploração, combatendo o machismo que existe dentro da sociedade e em nossa classe para poder uní-la contra o inimigo comum. Conclamamos todos os lutadores e lutadoras a cerrarem fileiras na luta contra as opressões e contra os métodos nefastos e oportunistas da CUT e do PT.


PSTU – 27/03/2017


quarta-feira, 22 de março de 2017

Contra o método da calúnia de militantes do grupo Prestista/Intersindical



As manifestações do último 08 e 15 de março mostraram a disposição de luta da classe trabalhadora para não pagar a conta da crise. Os governos de Temer e de Colombo têm uma agenda de retirada de direitos muito profunda que hoje se expressa centralmente nas reformas da previdência e trabalhista. Caso aprovadas representarão um aumento no nível de exploração do povo trabalhador para que as grandes empresas e bancos (nacionais e estrangeiros) não deixem de lucrar cada vez mais e mais.

Na assembleia das professoras e dos professores da rede estadual de ensino, representados pelo SINTE/SC, ocorrida no último dia 15 de março, foi unânime a manifestação contrária a essas reformas patrocinadas pelos governos de plantão. No entanto, a assembleia majoritariamente votou contra iniciar a greve nacional do magistério a partir do dia 15 de março. Nova assembleia estadual para decidir o tema foi votada para acontecer em 28 de março e decidir sobre a greve.

O PSTU defendeu a greve na assembleia estadual nas intervenções que seus militantes tiveram, assim como votou conjuntamente a favor da greve. No entanto, nós não consideramos como traidores da categoria e da classe trabalhadora as professoras e os professores que votaram contra o início imediato da greve. É nítido na conversa com as professoras e os professores que sua motivação central para tomarem tal decisão é a imensa desconfiança de que terão mais uma greve traída pela direção do SINTE/SC, composta pela CUT e pelo PT e também pelo PCdoB e CTB. Esta foi a experiência dessa categoria nas greves de 2011, de 2012 e de 2015 com a direção cutista de seu sindicato estadual.

O PSTU vem aqui lamentar o método da calúnia empregado por militantes do grupo político Polo Comunista Luis Carlos Prestes, que dirige a Intersindical Central em Santa Catarina e a organização "Sinte pela Base", afirmando nas redes sociais que o PSTU teria defendido contra a greve. Para nós isso é inaceitável. Não só porque é uma mentira descarada contra quem militou ativamente pela construção da greve, mas porque o método da calúnia é o método dos provocadores a serviço da burguesia, da polícia ou de burocracias para causar divisão e confusão dentro das fileiras da classe trabalhadora e levá-las à derrotas. É o método daqueles que não confiam na mobilização e organização da classe trabalhadora.

Esse método é especialmente nefasto, porque ao invés de estarmos todos concentrados neste momento na construção da greve nacional do magistério e da greve geral da classe trabalhadora para derrotar todas essas reformas e botar pra fora Temer e Colombo, temos que dispersar forças respondendo calúnias.

Nosso partido e sua militância continuará firme na defesa da construção da mobilização nacional do magistério e geral da classe trabalhadora . Vamos incentivar a unidade da categoria para a luta e sua organização de base para que os destinos das suas mobilizações estejam em suas mãos.

PSTU - 22/03/2017 

terça-feira, 14 de março de 2017

15 de março Será um Dia Nacional de Paralisações e Lutas contra as reformas da Previdência e Trabalhista




Nesta quarta-feira (15) trabalhadores (as) de todo país vão parar. Será um Dia Nacional de Paralisações e Lutas contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287, chamada de reforma da Previdência, e também contra a reforma trabalhista.


Vamos denunciar as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo Temer e dizermos em alto e bom som que não aceitaremos esses ataques aos nossos direitos.


Os professores das redes estaduais iniciarão amanhã no país todo a Greve Nacional da Educação que enfrenta além da retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, também as reformas anti-educacionais. A Lei da Mordaça, representada pelos projetos ideologicamente identificados com a política da Escola Sem Partido, também caminha na mesma direção. Assim como representam duros ataques à educação a recém aprovada reforma do ensino médio promovida pelo governo Temer ou a política do governador Raimundo Colombo de deixar os trabalhadores da educação sem reajuste salarial. 

Os ataques contra os direitos são muitos. Não faltam motivos para irmos à luta. Na grande Florianópolis além dos professores da rede estadual, também se mobilizam professores do ensino técnico e superior, motoristas e cobradores, servidores no município de Florianópolis, trabalhadores da saúde no estado, entre outras categorias.

Esse dia de lutas precisa ser uma preparação para a greve geral. A CSP Conlutas estará na linha de frente da construção dessas mobilizações. É preciso também exigir que a CUT, a Força Sindical e demais centrais chamem uma greve geral já para barrar todos esses ataques. 

Haverá um ato unificado em Florianópolis neste dia 15 de março a partir das 16h, organizado pelo fórum de lutas em defesa dos direitos. Saiba mais do ato no link abaixo e confirme presença: www.facebook.com/events/1274935515875763/?ti=cl


O PSTU defende: 

-Greve Geral para botar abaixo a reforma da previdência e o desemprego! 

-Fora Temer e Todos os corruptos!! Prisão de Todos os corruptos e corruptores! 

-Não pagamento da dívida aos banqueiros para garantir mais investimentos em saúde, educação, moradia, combate à violência contra as mulheres e a juventude negra e para geração de empregos!

-Por um governo socialista dos trabalhadores formado por conselhos populares! 

PSTU Florianópolis

quarta-feira, 8 de março de 2017

Depoimento de um Trabalhador sobre a Greve no Município de Florianópolis


Quero dizer que estou muito feliz por fazer parte desta vitória dos trabelhadores municipais de Floripa. Trabalhei durante minhas férias para mobilizar os trabalhadores, desde a primeira assembleia. Estou cansado mas feliz. Trinta e sete dias de muita produção, muita leitura, todos querendo saber sobre tudo.


Essa vitória somente foi possível porque os trabalhadores acreditaram nela. ORGANIZARAM a greve por local de trabalho, visitas aos locais de trabalho, muitos atos todos os dias, espalhados pela ilha toda, convencimento dos companheiros que ainda tinham dificuldade...um a um foram conquistados para entrar na greve. Os atos serviam para convencer a população ficar do nosso lado porque o que estava em jogo não era somente os direitos dos trabalhadores, mas a qualidade do serviço público. Em vários momentos a direção quis interromper a greve. Ex. após a derrota na câmara de vereadores dia 24/01, no dia seguinte a direção defendeu, voltar ao trabalho e esperar que o magistério no dia 06/03 também entrasse em greve, ledo engano, a assembleia passou por cima da direção e o magistério veio depois. No dia da votação na câmara de vereadores a direção do sindicato criou uma falsa expectativa, dizendo que era possível derrotar o projeto na câmara, ledo engano, a câmara mostrou que sustenta os interesses dos capitalistas locais e votou no projeto do Gean Lorota. A categoria reagiu, levou gás lacrimogênio, bala de borracha, bomba de efeito moral, mas sabe qual foi o efeito? Feitiço virou contra feiticeiro e a moral dos trabalhadores cresceu. 

Veio os ataques da da justiça burguesa dizendo que iria prender a direção do sindicato e colocar processo em cada servidor, se pensavam que isso iria amedrontar, ledo engano, desafiamos a justiça que sempre está do lado dos ricos e tiveram que retroceder. Apesar de alguns equívocos, estamos todos de parabéns...sigamos o exemplo de que não há limites para a classe trabalhadora quando ela quer. Muitas lideranças novas surgiram nesta luta, temos que ajudá-los a crescer como bons revolucionários combativos.

A PALAVRA DE ORDEM QUE ECOOU DE NORTE A SUL DA ILHA FOI...FORA GEAN..E AVE DE RAPINA NOS VEREADORES. E O MEDO TOMOU CONTA DA CAMARILHA.

ESSA GREVE DERROTOU O LEGISLATIVO, O EXECUTIVO E O JUDICIÁRIO DE FLORIPA...TRIPÉ DE SUSTENTAÇÃO DA ESTRUTURA BURGUESA LOCAL E MOSTROU QUE A ORGANIZAÇÃO E LUTA DOS TRABALHADORES PODE DERROTAR AS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA DE TEMER E SEUS CAPACHOS NA CÂMARA E SENADO. VAMOS A GREVE GERAL. FORA TEMER, FORA GEAN E NENHUM DIREITO A MENOS.



Por Roque Pegoraro, militante do PSTU e um dos grevistas do movimento dos servidores municipais. Depoimento retirado da página de facebook pessoal do militante.

terça-feira, 7 de março de 2017

8 de Março: Apoio à greve das mulheres em todo o mundo!



Neste 8 de março, as mulheres do mundo escreverão outra página importante na história da luta por seus direitos, em uma ação sem precedentes em mais de 20 países. Neste dia internacional da mulher trabalhadora, está sendo convocada uma greve e nós tomaremos as ruas.
Nos últimos anos, estamos vendo como, dia a dia, as mulheres se põem à frente da resistência. As trabalhadoras e pobres nos ensinam como enfrentar os planos do imperialismo, como resistir às invasões (Síria, Palestina, Curdas), como lutar pela educação (México), como defender o que já foi conquistado (Polônia), como reivindicar a igualdade salarial (Islândia), como lutar pelas nossas vidas (Índia, Argentina) e um longo etcétera.
Há um ano e meio, em 3 de junho de 2015, sob a palavra de ordem “Ni una menos!” (Nem uma a menos!), um grupo de jornalistas argentinas convocaram uma mobilização contra os feminicídios e a violência contra a mulher. Naquele dia, as ruas de Buenos Aires ficaram pequenas diante da maior mobilização pelos direitos das mulheres que esse país havia visto até então. A mobilização impactou o mundo e a palavra de ordem passou a correr outros países. Enquanto enfrentavam a repressão, as mexicanas utilizaram este mesmo grito e acrescentaram: “Vivas nos queremos!”. E assim começou a rodar pelo planeta a luta feminina, acompanhada por milhares de trabalhadores.
Em 2016, muitas mulheres voltaram a sair às ruas, houve grandes mobilizações em muitos países, porém, a greve que as mulheres polonesas fizeram pelo direito ao aborto, assim como a greve de outubro na Argentina, marcaram uma nova perspectiva. O grande impulso que faltava foi dado pelas mulheres norte-americanas, que, em centenas de milhares, saíram para enfrentar Donald Trump no primeiro dia do seu mandato.
Diferentemente do que é dito por muitos grupos feministas no mundo, isso não tem nada a ver com um empoderamento individual das mulheres ou com a defesa de nossa “feminilidade”. Isso é assim porque a crise do capitalismo é cada vez maior, os planos de ajuste do imperialismo e dos governos servis são cada dia mais duros e atingem com mais força as trabalhadoras e pobres, que não têm outra alternativa a não ser lutar contra eles. E é assim porque esta situação se combina com a violência machista, que nos tira até a vida, provocando uma onda de repúdio e indignação em todo o mundo.
Nós, da LIT-QI, participamos com muito entusiasmo de cada uma dessas ações, compartilhamos as ruas com milhares de trabalhadoras e trabalhadores, participamos de reuniões que organizaram as jornadas de 25 de novembro, e ficamos felizes que figuras de peso internacional como Angela Davis e Nancy Fraser deem força à convocatória. Enche-nos de alegria que se proponha a paralisação de atividades contra a violência machista, que se cruzem as fronteiras, que o 8 de março seja verdadeiramente um dia internacional de luta, que em muitos rincões do planeta se esteja falando de nossas necessidades.
No entanto, este entusiasmo não pode nos deslumbrar e acreditamos que, apesar de ser um primeiro passo, ainda devemos realizar muitos debates para evitar que a luta pela nossa emancipação pare no meio do caminho. Estamos convencidas de que sozinhas não chegaremos muito longe. O passo à frente que foi dado pelas mulheres na luta deve ser acompanhado pela batalha que todos os trabalhadores e povos oprimidos devem travar contra o imperialismo. Por trás dos discursos machistas, homofóbicos, racistas e anti-imigrantes de Trump, esconde-se todo um plano de continuar descarregando o peso da crise econômica mundial sobre as costas dos trabalhadores, dos jovens sem trabalho e, principalmente, de seus setores mais oprimidos. Tudo isso para dividir a classe trabalhadora para que os ricos recuperem seus lucros fabulosos. Trump golpeia primeiro os mais vulneráveis, mas depois virá contra os direitos dos trabalhadores brancos.
Os planos de ajuste e austeridade são contra toda a classe trabalhadora, afetando com muito mais força as mulheres, os imigrantes, os negros e os LGBTs. Nós somos as primeiras a sentir o aumento do custo de vida, porque não podemos dar comida aos nossos filhos, não temos remédios e vivemos em bairros desprovidos de serviços públicos. Os cortes de verbas e a falta de água potável em muitos países da África, no Haiti e nas zonas mais pobres do mundo provocam um sofrimento terrível. Muitas mulheres na Índia ficam doentes ou são violentadas nas zonas rurais porque não têm um banheiro em casa e há poucos banheiros públicos. Os orçamentos públicos para combater a violência machista, onde existem, são escassos e tendem a desaparecer. Estamos à mercê de nós mesmas, porque os governos, ao invés de aumentar os impostos dos ricos e expropriar os bens roubados pelos corruptos, aumentam os impostos e as tarifas dos trabalhadores e dos pobres.
Vamos todos à greve e às ruas
As reuniões de preparação do 8 de março na Argentina se pronunciaram de maneira unânime pela exigência às centrais sindicais para que convoquem à greve nesse dia. Da mesma forma, em outros países, movimentos de mulheres ou organizações sindicais – como na Itália o Non una di meno e a Frente de Luta No Austerity – chamam os sindicatos de base e as demais organizações a parar pelas mulheres no dia 8 de março. No Brasil, o Movimento Mulheres em Luta (MML), ligado à CSP-Conlutas, não só aderiu ao movimento pela greve internacional, como também fez um chamado para que outros setores se somem, como parte da preparação da greve geral que a classe trabalhadora necessita para derrotar o governo Temer e seus projetos de contrarreformas sociais e trabalhistas. O sindicato dos professores do estado de São Paulo (Apeoesp) convocou a categoria, majoritariamente feminina, a parar nesse dia.
Devemos tomar esses primeiros exemplos e avançar. Vamos realizar reuniões e assembleias em cada lugar de trabalho e estudo para debater e decidir nossa participação na greve mundial. Vamos estender as mãos aos nossos companheiros de classe para que parem e saiam às ruas conosco, para que escutem nossas demandas, que também são suas, para que gritem ao nosso lado para que as direções sindicais as assumam, para que comecemos a combater o machismo em nossas fileiras, para que nossas reivindicações se somem aos eixos de luta em cada greve. Vamos fazer, neste dia, milhares de protestos nas portas das fábricas, nas praças e chamar mobilizações unitárias.
Nós começamos, nos colocamos à frente e saímos às ruas por nossos direitos, mas queremos que todos os trabalhadores nos acompanhem, porque nossa luta é a de todos os explorados. Por isso, neste 8 de março, vamos todos parar e lutar com e pelas mulheres, assim como nós paramos contra as demissões, contra as leis que cortam nossas aposentadorias, pela educação pública para nossos filhos, os filhos dos trabalhadores. Nós, homens e mulheres, que podemos parar a produção somos a classe trabalhadora e, certamente, teremos que enfrentar uma minoria de mulheres, como Betsy DeVos, secretária de Educação do governo Trump, uma milionária, dona da multinacional Amway e inimiga da educação pública e das trabalhadoras. A juventude estudantil também pode parar ou mobilizar as universidades e as escolas e se unir às ações que sejam organizadas em cada país no que pode ser um grande dia. Um grande dia para as mulheres, um grande dia de luta de todos os oprimidos e explorados. Vamos dizer aos donos do mundo que estamos em pé de luta.
Neste 8 de março, nós, mulheres trabalhadoras, retomaremos nossa tradição de luta, essa tradição que fez com que este dia fosse declarado como o dia internacional da mulher desde o início do século XX e que teve um impulso extraordinário com o triunfo da revolução operária na Rússia de 1917. Porque foram as operárias russas que, em fevereiro daquele ano, no dia da mulher, começaram a revolução social mais impressionante da história. As operárias e os operários, os camponeses pobres e os soldados de base entenderam que, para que a luta contra a fome, a violência, a exploração impiedosa e a opressão não parasse na metade do caminho, era necessário tomar o destino de toda a sociedade em suas próprias mãos e começar a construir uma sociedade nova, uma sociedade socialista. E queremos repetir essa história em todo o mundo.
Basta de feminicídios e de violência machista!
Não aos cortes e por plenos direitos para as mulheres!
Salário igual para trabalho igual!
Defesa dos direitos maternos e descriminalização do aborto!
Contra o machismo e toda forma de opressão!
Fora Trump e o imperialismo!
Pelo fim do capitalismo, viva o socialismo!
Secretaria Internacional de Mulheres – Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional
Tradução: Érika Andreassy