As cidades para os Trabalhadores

PSTU lança pré-candidatos em capitais do país.

Brexit questiona o futuro da União Europeia

Declaração de Corriente Roja (seção da LIT-QI no Estado Espanhol)

PSTU 22 anos

ESPECIAL em comemoração ao aniversário do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Participe do Lançamento das pré-candidaturas do PSTU Florianópólis




No próximo dia 12 de agosto (sexta-feira) vamos estar lançando nossas pré-candidaturas para as eleições municipais de 2016.

Gabriela Santetti, para prefeitura, e José Alvarenga, para vice. Gilmar Salgado para vereador.

O evento será no restaurante Fratelanza, localizado na rua Trajano, 342, Centro (escadaria do Rosario). A atividade começa às 19h.

Será servido macarronada com 3 tipos de molho. Dado o caráter independente das pré-candidaturas estaremos pedindo a contribuição de R$ 30,00 a entrada e R$ 50,00 solidário.

Venha conhecer as pré-candidaturas classistas, socialistas e revolucionárias do PSTU. Participe!!


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Fora Temer! Fora todos! FLORIANÓPOLIS PARA OS TRABALHADORES!



O PSTU Florianópolis convida todos a conhecerem nossas pré-candidaturas municipais deste ano, com Gabriela Santetti concorrendo à prefeitura, José Augusto a vice-prefeito, e Gilmar Salgado como pré candidato a vereador.

Nossas pré-candidaturas defenderão um programa classista, revolucionário e socialista. Classista por estarem a serviço das lutas dos trabalhadores e dos operários, em especial dos seus setores mais explorados: a juventude trabalhadora, as mulheres, os negros e negras e LGBTs. Socialista e revolucionário por ser comprometido com a luta pela destruição do sistema causador de toda essa exploração e opressão, o capitalismo, e sua substituição por uma sociedade justa, o socialismo.


NÃO SE PODE GOVERNAR PARA TODOS

Em todas as eleições, os candidatos prometem governar para todos, mas isso nunca acontece quando são eleitos. Na verdade, isso não é possível. Quando eleito, o prefeito e os vereadores têm que escolher de qual lado estarão. Defenderão os interesses dos trabalhadores ou dos empresários, ricos e poderosos? Em cada projeto de lei ou proposta apresentada na câmara municipal há dois lados, votarão pelo passe livre, que beneficia os trabalhadores e a juventude, ou não? Votarão pelo aumento das verbas dos postos de saúde, ou preferirão deixar o dinheiro arrecadado com os impostos para pagar juros aos banqueiros? Vão defender que se construam novas creches, ou uma marina para barcos de luxo? E assim poderíamos seguir com inúmeros exemplos.

Hoje, temos uma prefeitura e uma câmara de vereadores comprometidas com os interesses que não são da maioria da população trabalhadora e do povo pobre. É tanta compra de votos e tanta corrupção, já mesmo nas campanhas, que é impossível que essa câmara venha a mudar e governar, de fato, para quem precisa. Por isso, defendemos que sejam criados Conselhos Populares nos bairros, nos locais de trabalho, nas escolas, com poder de decisão sobre as leis e o orçamento da cidade. Esses conselhos seriam muito mais democráticos, com uma participação muito maior de pessoas e os eleitos nos bairros não receberiam altos salários, além de poderem ter o mandato revogado, caso votassem algo contrário aos interesse dos eleitores. Só com essas mudanças radicais conseguiríamos governar a cidade para atender aos interesses da maior parte da população, os trabalhadores.


NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, FORA TODOS ELES!

O processo eleitoral deste ano ocorrerá em uma situação de total descrédito dos políticos tradicionais e seus partidos. A juventude e os trabalhadores já estão cansados de tantos ataques, mentiras, crise econômica, desemprego..., e desde junho 2013 têm ido às ruas para mostrar seu descontentamento. Dilma e Cunha já caíram, e Temer tem uma baixíssima aprovação. Em Florianópolis, o atual prefeito está tão desgastado que nem ousou se candidatar à reeleição. Na câmara, mais da metade dos vereadores está envolvida diretamente com escândalos de corrupção.

O cenário das eleições a prefeito é lastimável. Velhos nomes conhecidos, como Ângela Amin, Gean Loureiro, Rodolfo Pinto da Luz, Murilo Flores são possíveis candidatos. São os mesmos nomes, as mesmas famílias e os mesmos partidos que sempre governaram a cidade e o estado. Representam grandes empresários, famílias ricas e sempre governaram contra os trabalhadores, retirando direitos dos que mais precisam, privatizando espaços públicos, destruindo o meio ambiente, desviando verbas da saúde e educação. Algum desses, infelizmente, podem até ganhar as eleições, mas não despertarão ilusões entre os trabalhadores, pois sabemos que com eles nada mudará.


Também já vai longe o tempo em que o PT ainda despertava essas ilusões de mudança. Depois de tantos anos governando o país com uma política igual ao dos outros partidos, não há mais como depositar nenhuma esperança de mudança nas candidaturas desse partido. Apostar no PCdoB, partido que teve uma candidatura própria nas ultimas eleições se colocando como alternativa aos “de sempre”, mas que na primeira oportunidade apoia esses mesmos que se colocavam contra, como fez apoiando o governo estadual de Colombo tampouco é uma opção. São dois partidos que, além de mudarem de lado, se afundaram até o pescoço em escândalos de corrupção sempre que governaram.

Resumindo, são todos farinha do mesmo saco! Todos vêm de partidos envolvidos em corrupção e que atacaram direitos dos trabalhadores e dos setores mais oprimidos. Todos esses candidatos e partidos estão comprometidos com os ricos e poderosos, com o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, com as dívidas dos banqueiros, com o mesmo projeto de mais terceirizações e privatizações.

Há, ainda, o PSOL com a pré-candidatura de Élson Pereira. Essa é uma candidatura que pode causar grandes expectativas, por se apresentar como novidade e por ser de um partido de esquerda, que esteve várias vezes na oposição aos governos do PT e da direita tradicional. Porém, estão trilhando um caminho muito parecido com o que trilhou o PT. Ao aceitarem dinheiro de grandes empresas na campanha eleitoral e ai se aliarem com partidos de direita para ter maior viabilidade eleitoral, já começam, desde a campanha, a se comprometer com interesses estranhos ao dos trabalhadores. Seguem errando no programa de governo, ao não proporem nenhuma medida de mudança real, como o fim do pagamento da dívida aos banqueiros e a ruptura com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede que se invista mais na educação e saúde. Nem mesmo se comprometem a barrar as privatizações e terceirizações de serviços públicos. Já vimos onde esse caminho vai dar, com o PT e outros partidos de esquerda.

E não é só nas questões locais que o PSOL vem errando feio. No último período despontou como grande defensor do governo Dilma. Em Florianópolis esteve na linha de frente para organizar manifestações de apoio ao “Fica Dilma”, mesmo depois de tudo que esse governo fez contra os trabalhadores e a juventude nos últimos anos.


FORA TODOS ELES! DILMA, TEMER, COLOMBO, CÉSAR JR., E O CONGRESSO NACIONAL CORRUPTO!

Dilma e o PT, antes de saírem da presidência da república, cortaram verbas da saúde e da educação, restringiram o acesso ao seguro desemprego e ao abono do PIS, anunciaram mais uma reforma da previdência para aumentar a idade de aposentaria para mulheres, privatizaram portos, aeroportos, rodovias e estradas, e ainda propuseram o Projeto de Lei 257, impondo limites mais rígidos nos gastos com servidores e serviços públicos, cortes no reajuste do salário mínimo e nos salários dos servidores públicos, além de mais privatizações.

Além disso, Dilma deu lugar em seu governo ao que há de mais conservador na sociedade, como os membros da chamada “bancada evangélica”. Seu compromisso com latifundiários, pastores e banqueiros explica o veto à distribuição das cartilhas anti-homofobia nas escolas públicas do país. E como se não bastasse governar para os latifundiários e grandes empresários, o Governo Dilma nomeou para o Ministério da Agricultura Kátia Abreu, símbolo da morte no campo e heroína dos latifundiários. Não à toa, a desigualdade no campo e o assassinato de índios e quilombolas só cresce no país.

Agora, Temer e o PMDB já anunciam medidas que dão continuidade e aprofundam ainda mais esses ataques. O mais grave foi o anúncio da intenção de manter a reforma da previdência, que, na versão de Temer, altera a idade mínima para 65 anos, devendo chegar a 70 anos até 2040. Temer também promete realizar uma reforma trabalhista para retirar direitos garantidos na CLT. Essa reforma tem precedente, a aplicação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego) durante o governo do PT, que foi apoiado pela CUT, e permitiu a redução de salários, em troca da manutenção de empregos.

Os governos de Florianópolis e Santa Catarina não deixam por menos. Raimundo Colombo implementou a reforma da previdência, que aumentará a contribuição dos servidores públicos de 11% para 14%, e já retirou direitos dos servidores da saúde, da educação, e da segurança pública. César Jr. bloqueou 22,7% do orçamento municipal no ano, atingindo a saúde e a educação. Algumas consequências desses cortes são a redução em 75% dos exames nos postos de saúde e o corte e racionamento de medicamentos para a população. Com isso, César Jr está incentivando as demissões voluntárias sem reposição em órgãos públicos, intensificando o sucateamento da Comcap, atrasando salários, e muitas outras medidas contra a população.

Para completar, metade da Câmara de Vereadores de Florianópolis está envolvida em escândalos de corrupção, e toda ela está comprometida com os interesses dos empresários da cidade. É por isso que todos os anos temos aumento da tarifa dos ônibus e aluguéis, além de termos uma das cestas básicas mais caras do país, enquanto os empresários ganham isenções de impostos e perdão de suas dívidas.

Para impedir que os trabalhadores paguem pela crise, é preciso botar para fora todos eles, e apoiar todas as mobilizações dos trabalhadores e da juventude. Precisamos unificar essas lutas, construir uma greve geral que derrote o duro plano econômico que vem sendo aplicado por esses governos, e que coloque Temer, Colombo, Cesar Jr, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Bolsonaro e Aécio Neves para fora. Ninguém aguenta mais esse congresso nacional corrupto, essa assembleia legislativa e essa câmara de vereadores. Fora Todos Eles! Pela convocação imediata de novas eleições gerais com novas regras mais democráticas, sem financiamento de empresas e empresários, com revogabilidade de mandatos, nas quais corruptos não possam concorrer e todos os partidos tenham direitos iguais para campanha na TV e rádio.


POR UMA FLORIANÓPOLIS PARA OS TRABALHADORES! PRÉ-CANDIDATURAS CLASSISTAS E SOCIALISTAS

Por tudo o que apresentamos acima, estamos lançando uma chapa própria de pré-candidatos para essas eleições municipais. Entendemos que não é possível uma frente de esquerda com partidos que estão na defesa do governo Dilma, que tanto atacou nossa classe. Nossas candidaturas serão um ponto de apoio para as lutas dos trabalhadores, da juventude e dos setores oprimidos. Estaremos juntos nas greves, ocupações e manifestações.

Propomos uma prefeitura a serviço dos trabalhadores, formada por Conselhos Populares que não tenham empresários nem corruptos; que controle 100% do orçamento municipal e que fiscalize sua aplicação; que organize as lutas e mobilizações estudantis, operárias, e populares. Que se enfrente com a câmara de vereadores defensora dos ricos e poderosos, pois, somente assim, poderemos atender as demandas dos trabalhadores e dos setores oprimidos da sociedade.

Nossas pré-candidaturas estão a serviço da defesa dos direitos conquistados pela classe trabalhadora, mulheres, negras e negros, LGBTs e imigrantes pobres da cidade, como os haitianos, por exemplo. Enfrentaremos os grandes males da sociedade capitalista, como a carestia do custo de vida e o desemprego, em defesa do meio ambiente, da desmilitarização da polícia, do fim da violência e genocídio contra a juventude negra e pobre das periferias, pela legalização das drogas. Queremos acabar com os privilégios dos políticos e defendemos a prisão e o confisco dos bens dos corruptos e corruptores. Queremos romper com essa democracia dos ricos e poderosos. Defendemos uma prefeitura socialista dos trabalhadores, formada por Conselhos Populares. Juntos, vamos pautar a necessidade de aliar a luta cotidiana com a luta por uma revolução socialista. Conheça e apoie as pré-candidaturas do PSTU! Fortaleça essa luta!

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cai a máscara do golpe



A votação do impeachment no Senado deve marcar o fim de um longo jogo político em que houve de tudo. A origem do conflito é a disputa entre dois blocos de partidos burgueses: o do governo, encabeçado pelo PT e formado por PMDB, PP, PSD e outros, e o da oposição, formado por PSDB, DEM e PSB.

Como o PT tinha a presidência da República, procurava imprimir uma cara progressista ao bloco do governo*. Porém os dois blocos defendem, essencialmente, a mesma cartilha neoliberal. Ambos lutavam pelo controle do Estado para se beneficiarem com a pilhagem do dinheiro público.



O que aconteceu?

O que mudou este quadro, entre outros fatores, foi a crise econômica e os ataques do governo Dilma aos trabalhadores e aos setores populares. Isso provocou a ruptura da base social do PT com o governo e com o partido.

A classe operária, em sua grande maioria, passou a defender o “Fora Dilma”. O governo ficou sem lastro social. A classe trabalhadora está lutando. Se suas organizações, os movimentos sociais e toda a esquerda tivessem chamado uma greve geral para derrubar o governo e impor eleições gerais, impedindo que assumissem Temer, Cunha ou qualquer outro via impeachment, poderiam ter feito isso. Entretanto, preferiram se alinhar ao governo contra os trabalhadores e o povo.

Já o PMDB rompeu com o governo Dilma e passou a lutar junto com a oposição da velha direita para depor o governo petista. Isso ocorreu devido ao enfraquecimento de Dilma, à insatisfação com a divisão do espólio do Estado e à tentativa de se livrar da Operação Lava Jato.

O governo Dilma, por sua vez, atuou com toda a máquina do Executivo, tentando cooptar deputados e senadores com o loteamento de cargos e a distribuição de verbas. Ambos são métodos do sistema político burguês, amplamente conhecidos.

Esse enfrentamento entre dois blocos burgueses se resolveu (ou está se resolvendo) no âmbito do Congresso e do Judiciário, porque as direções majoritárias do movimento e praticamente toda a esquerda se aliaram a um dos blocos burgueses e deixaram os trabalhadores de fora.

Os parlamentares, de seu lado, puderam dar seguimento ao processo contra Dilma, porque o povo não quis sair às ruas para defender seu governo apesar dos insistentes apelos do PT, dos partidos e dos movimentos sociais. E a classe trabalhadora não se mobilizou por uma razão simples: estava cheia desse governo e queria que ele fosse embora.



Anatomia de uma farsa

Quando viu que não conseguiria mobilizar os trabalhadores e os setores populares para defender Dilma, o PT levantou a tese de que o governo estaria sofrendo um golpe.

Como, evidentemente, não há um golpe militar, porque este teria de vir acompanhado de medidas de exceção como censura à imprensa, fechamento de partidos e sindicatos, repressão, presos e mortos, inventaram a tese do golpe parlamentar.

Muitos movimentos sociais e quase todos os partidos de esquerda embarcaram na campanha contra o tal golpe. No entanto, os motivos para dos partidos de esquerda e dos setores populares são bem diferentes.

Ativistas e setores populares temem o fortalecimento da direita e as medidas reacionárias do governo Temer e têm a ilusão de que Dilma seria um mal menor. Já a motivação do PT, do PSOL e de demais organizações de esquerda é puramente eleitoral.

O problema é que as ações políticas do PT e de seus dirigentes desmentem, no dia a dia, o suposto golpe. Primeiro, em seu congresso, o PT abriu a possibilidade para seus candidatos fazerem coligações com partidos golpistas como o PMDB.

Depois, Dilma e Lula estudam oferecer aos senadores, para que não votem o impeachment, um compromisso de que a presidente convocará um plebiscito para que a população decida sobre a realização de eleições diretas para presidente. E dizem confiar na instituição do Senado. Mas, se houvesse mesmo um golpe parlamentar autoritário, como seria possível confiar no Senado que faz parte do parlamento?

Por último, na recente eleição do presidente da Câmara dos Deputados, Lula defendeu que o PT apoiasse o nome de Rodrigo Maia (DEM), que seria um dos supostos golpistas. Os deputados do PT acharam que isso prejudicaria demais a tese do golpe e preferiram apoiar, no primeiro turno, a candidatura de Marcelo Castro (PMDB), que havia votado contra o impeachment.

No segundo turno da votação, contudo, a máscara caiu: os deputados do PT e do PCdoB votaram, em maioria, no “golpista” Rodrigo Maia. O motivo é simples: longe de travar uma luta sem trégua contra os tais golpistas, o PT está tratando de encontrar a melhor forma de negociar, no parlamento, os temas de seu interesse.

A cada dia fica mais difícil sustentar a tese do golpe.

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* Para entender o caráter político do governo do PT, conhecido como FRENTE POPULAR, clique aqui.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Convenção Municipal do PSTU Florianópolis



Convenção Municipal do PSTU Florianópolis




Dia 23/07/2016 - Sábado.

Das 15 horas às 18 horas.


Local : IFSC - Instituto Federal de Santa Catarina. Auditório do Campus Florianópolis.

Endereço: Av. Mauro Ramos, 950 - Centro, Florianópolis - SC, 88020-300.

Venha participar!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sobre a ruptura de um setor de militantes do PSTU

Zé Maria, Presidente nacional do PSTU

O anúncio da ruptura de um setor de militantes do nosso partido gera, sem dúvidas, angústia e até mesmo incertezas em parte da vanguarda militante do nosso país, que se dedica sinceramente à luta por uma revolução socialista que liberte todos os explorados e oprimidos das mazelas do capitalismo.

Sabemos que, sem um partido revolucionário forte, enraizado entre os setores mais explorados de nossa classe, essa revolução será apenas um sonho.

Quero em primeiro lugar dizer que respeito todos os (e as) camaradas que romperam conosco. São revolucionários que caminharam na luta conosco durante muito tempo, e deram sua contribuição para a construção do nosso partido. E que lamento muito a decisão que tomaram.

Mas não posso deixar de dizer que considero um erro importante o que os camaradas fizeram. Romper com um partido revolucionário para construir outro não é uma forma de fortalecer essa construção. Não ajuda no combate às alternativas reformistas que disputam a consciência da classe trabalhadora e a direção de suas lutas.

É verdade que surgiram diferenças políticas importantes entre nós (veja nota dos camaradas e a resposta da direção do PSTU). No entanto são diferenças normais em um debate entre revolucionários, em um partido que é vivo, que intervém na luta e que discute internamente para definir com que posição intervir.

O que pode dirimir tais diferenças numa organização como a nossa, quando no debate democrático pré-congressual não se produz uma síntese, é a prática, através da aplicação da política votada pela maioria.

Não havia, neste sentido, diferenças irreconciliáveis, ainda mais um debate que apenas se inicia. Inúmeros companheiros e companheiras que tinham as mesmas posições dos companheiros em sua totalidade ou em parte, seguiram no PSTU sem abrir mão de nenhuma de suas posições políticas.

É justa a preocupação dos camaradas em evitar uma postura sectária ou autoproclamatória. E, sem dúvida, já cometemos erros em um ou outro sentido. Mas o processo de lutas que vive o Rio de Janeiro nesses dias – as greves e mobilizações dos servidores públicos e trabalhadores em estatais, de metalúrgicos, desempregados, estudantes – é bastante elucidativo da postura do partido.

A atuação da militância do PSTU, ao lado de muitos outros dirigentes e ativistas de outras correntes, na construção desta mobilização foi exemplar, lutando por uma unidade de ação ampla, que unisse a todas as entidades que quisessem lutar. Dentro deste processo levamos a nossa política ao movimento. É nisso que acreditamos.

Enfraquecer essa alternativa é enfraquecer a construção de uma alternativa revolucionária em nosso país, por isso foi errado romper. Assim, só posso dizer aos camaradas que espero que os processos da luta de classes, e o debate que travaremos no movimento os traga de volta.

Aos milhares de lutadores por todo este país que se espelham em nosso esforço por construir um partido socialista e revolucionário no Brasil, digo que seguiremos. Não são apenas flores que colhemos pelo caminho. Mas as batalhas mais difíceis são as que ainda temos pela frente. Venham conosco, construir o PSTU, um partido operário, socialista e revolucionário.

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sábado, 9 de julho de 2016

Campanha de contribuição para a companheira Joaninha



Na madrugada do último dia 24 de junho ocorreu um incêndio no prédio da companheira Joaninha, localizado em Florianópolis/SC.  O Incêndio atingiu com mais intensidade o apartamento dela e o da vizinha de baixo. Ninguém se feriu. 

Já existem iniciativas visando a solidariedade financeira com a companheira. Ela teve perdas materiais importantes, a exemplo de roupas, móveis e outros utensílios domésticos que foi juntando aos poucos ao longo da vida, além do próprio dano que o fogo fez ao apartamento que precisará de importantes reformas. A companheira não chegou a perder tudo, mas o prejuízo será grande.

Nesse sentido a campanha financeira é emergencial e será importante para que seja possível pagar um aluguel para que Joaninha e sua família possam ficar num lar nesses próximos 2 ou 3 meses até que o apartamento seja reformado. Além disso, a ajuda financeira será importante na reforma e na recuperação dos bens perdidos. 

Agradecemos muito o que já foi doado e ajudou muito a reconfortar a companheira, assim como as ligações que tem recebido. Estamos igualmente acompanhando e pressionando as autoridades para que ocorra a investigação séria do caso e tudo seja esclarecido.

Pedimos que as doações que acontecerem sejam enviadas para a conta de Joaninha Oliveira.

Banco do Brasil
CC 0696555-5
Agência 5255-8
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Contato com a companheira
(11) 98291-0037 e (48) 98272816
joanasemprenaluta@hotmail.com

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* Editada pela redação em 10/07/2016, às 23:46min.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O GOLPE DO GOLPE


por Cassandra

Berram petistas e intelectuais contra um golpe em marcha no Congresso Nacional. Asseguram que o impeachment da Presidenta Dilma abre caminho para que forças políticas conservadoras, de maneira autoritária, ataquem a democracia e os direitos conquistados pelos trabalhadores, pela juventude e pelas camadas sociais menos favorecidas.


Seria de se esperar que se Dilma conseguir impedir o impeachment no Senado, imediatamente puniria da forma severa os golpistas foras da lei. Mas deixemos que a própria Presidente nos diga como trataria os golpistas. Dilma, quando ainda não tinha sido afastada da Presidência, perguntada sobre o assunto, disse que, na hipótese de o impeachment ser reprovado, proporia um acordo para os golpistas e até os convidaria para um governo de unidade nacional. Numa entrevista, concedida a jornalistas no Palácio do Planalto em 13 de abril de 2016, a Presidente disse: “Agora, te digo qual é o meu primeiro ato pós-votação na Câmara. A proposta de um pacto, de uma nova repactuação entre todas as forças políticas, sem vencidos e vencedores. Seja na Câmara, seja pós-Câmara, mas também pós-Senado sobretudo. No pós-Senado é que isso será mais efetivo.”1 Os jornalistas insistiram e perguntaram: “Repactuação de todas as forças?” A afastou qualquer dúvida: “Eu acho que de todas as forças, não acho que pode ter vencidos nem vencedores. Você não faz pacto fazendo isso. Não faz pacto com ódio. Não faz pacto com retaliação. Não faz.”2

Mas talvez alguém possa esperar postura mais dura e consequente contra os golpistas, vinda da boca de Lula. O ex-Presidente, em pronunciamento de 15 abril de 2016, confirmou a política da sua pupila: “Derrotado o impeachment, já na segunda-feira, independentemente de cargos, estarei empenhado, junto com a presidenta Dilma para que o Brasil tenha um novo modo de governar. Nessa próxima etapa, vou usar minha experiência de ex-Presidente para ajudar na reconstrução do diálogo e unir este país.”3
 

Então, Lula e Dilma, que juram que existe um golpe contra eles, propõem um pacto de governabilidade para os golpistas... Difícil entender essa política... Mas, a essa altura, é fácil concluir que não há nenhum golpe!

Se o PT e os seus aliados puderem, derrotarão o impeachment, voltarão para o Palácio do Planalto e proporão um acordo com os partidos que lhe fizeram oposição (PMDB, PSDB, DEM e outros), acordo que poderia mesmo chegar um governo comum, que chamam de governo de unidade nacional. Aliás, esse também é o sonho do Presidente interino, Temer, que, evitando a discussão sobre o golpe, em 8 de julho de 2016, na Câmara dos Deputados, declarou para O Globo: “Não devemos discutir esse tema, devemos pensar no Brasil. A oposição existe também para ajudar a governar, mesmo quando critica. Temos que fazer uma grande unidade nacional, mais do que nunca é necessário o pensamento conjugado dos vários setores da nacionalidade, portanto dos vários partidos políticos, para que caminhemos juntos em benefício do Brasil.”4 Na verdade, tanto Dilma como Temer desejam mesmo é a hegemonia (a maioria) num futuro governo comum ou em que situação e oposição pactuem as principais medidas a serem tomadas pelo governo.

Atualmente os maiores partidos do país, desde o PT até o DEM, passando pelo PMDB e PSDB, já defendem mais ou menos as mesmas propostas: ajuste fiscal, que reduza os gastos públicos com saúde, educação e para usar os recursos poupados para pagar a dívida pública e engordar o lucro dos bancos; reforma da Previdência Social, com o aumento da idade mínima para a concessão de aposentadoria, supressão da redução de idade para a concessão de aposentadoria para as mulheres (5 anos); desvinculação do valor mínimo e dos reajustes dos benefícios ao salário mínimo etc. Não é à-toa que Temer era o Vice da Presidente Dilma e o PMDB compunha a base de apoio do governo dela.

Mas se o PT e companhia sofrerem o impeachment de Dilma, o que é mais provável, o discurso do golpe serve a outro objetivo do PT. Dilma, o PT e o PMDB mostraram um país estável e confiante na campanha eleitoral presidencial de 2014. Porém, logo após a posse do segundo mandato, a Presidenta se desmentiu e, num verdadeiro estelionato eleitoral, reconheceu que o país atravessa uma grave crise econômica e financeira e anunciou o ajuste fiscal, com todas as suas medidas impopulares. O governo Dilma apresentou e começou a aplicar o ajuste fiscal. Os trabalhadores (principalmente os operários), a juventude e as camadas sociais menos favorecidas repudiaram os ataques de Dilma às beneficiárias de pensão por morte, que deixaram de gozar do benefício ou viram seu valor reduzido; aos milhões de brasileiros que deixaram de ter direito de receber o seguro-desemprego e/ou conheceram a redução do abono salarial; aos milhões de jovens que tiveram impedido ou dificultado o acesso às universidades, em virtude dos cortes no FIES. Ao mesmo tempo os grandes industriais continuaram ganhando muito dinheiro com as isenções fiscais (desonerações) e os bancos lucraram como nunca, devido ao aumento das taxas de juros. Não esqueçamos: foi a própria Dilma que começou a desenhar o perverso ajuste fiscal, tocado a toque de caixa pelos seus Ministros Joaquim Levy, Alexandre Tombini e Nelson Barbosa. O ajuste é aplicado atualmente pelo Ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles, que, não por acaso, foi Presidente do Banco Central de 2003 a 2011, sob os dois governos Lula.

Por isso o PT perdeu grande parte do apoio e simpatia que angariou nos últimos 15 ou 20 anos. O discurso do golpe serve para atrair de volta esses milhões de brasileiros que repudiam o PT. O golpe marcaria uma espécie de ruptura com um imaginário período de governos progressistas, encabeçados por Lula e Dilma, comprometidos com as camadas populares do nosso povo, e o começo de outro tempo, dominado pelo atual governo Temer, mostrado como golpista, conservador e dedicado a atacar as conquistas da época anterior. Assim o PT tenta esconder que ele próprio começou a adotar as medidas antipopulares do ajuste fiscal, levou Temer para o Palácio do Planalto, e que deu causa ao impeachment, quando perdeu o apoio popular de que gozava, tornando-se, exatamente por isso, imprestável no governo federal para os grandes empresários e banqueiros, pois já não era mais capaz de aplicar o ajuste fiscal.

Não há o golpe! O que há é o golpe do golpe! Fora Temer! Fora todos eles! Eleições gerais sem os corruptos já!

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1 Palavras de Dilma, colhidas do blog de Fernando Rodrigues.
2 Extraído da mesma fonte.
3 Vídeo produzido pelo Instituto Lula, dirigido aos deputados.

4 Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/em-aceno-para-oposicao-temer-prega-unidade-nacional-16700525#ixzz4CpxZMFXU.

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