AQUILOMBAR PARA REPARAR!

Especial Raça e Classe 2016

Mulheres negras não param de lutar

A opressão e a superexploração das mulheres e de negros faz da luta pela vida nossa força motivadora

Uma onda negra varre o país

Por Hertz Dias, da Secretaria Nacional de Negros e Negras do PSTU

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ABAIXO O PACOTAÇO DE MALDADES DE GEAN LOUREIRO E DA CÂMARA DE VEREADORES!



Gean Loureiro, o PMDB e sua coligação prometeram mundos e fundos nas eleições municipais. Mentiram na maior cara de pau! Gean Loureiro poderia ser chamado de “Gean Caloteiro”, “Gean Loroteiro”... Junto da Câmara de Vereadores, que foi comprada a peso de ouro, agora lançaram um grande pacote de maldades contra os servidores públicos, a Comcap e toda a população trabalhadora e da periferia de Florianópolis. Eles querem aprovar sem qualquer debate uma série de projetos de lei (PL) e de projetos de lei complementar (PLC) que defendem uma cidade a serviço do lucro de grandes empresários e que sejamos nós que paguemos a conta da crise que os ricos e poderosos criaram.

Já no final de dezembro, Gean Loureiro e a Câmara de Vereadores, contando com o apoio do prefeito César Jr (PSD), aumentaram o preço da passagem de ônibus bem acima da inflação. Atrasaram o pagamento de salários, aposentadorias e pensões. Não pagaram a recisão do contrato de trabalho dos professores temporários e não pagaram o 1/3 de férias dos servidores em férias. Cortaram em 30% as verbas do serviço público, fazendo com que até centros de saúde sejam ameaçados de serem fechados, como é a situação atual do centro do alto ribeirão. Botaram a polícia militar e a guarda municipal para perseguir os trabalhadores ambulantes, na sua maioria haitianos e negros, ao invés de lhes dar oportunidades de vida digna. Ao mesmo tempo garantiram que o prefeito ganhará um salário de R$ 25.609,42 e os vereadores de R$ 15.334,85 – isso sem contar todas as verbas de gabinete e demais mordomias.

Não satisfeitos Gean Loureiro e a Câmara de Vereadores lançaram agora seu pacotaço de medidas recheadas de muitas maldades e que estão programadas para serem aprovadas neste dia 24 de janeiro. Com o pacotaço de maldades estão planejando a retirada inúmeros de direitos e até a diminuição de salários e de futuras aposentadorias de servidores municipais. A destruição da previdência pública municipal e a entrega do dinheiro da aposentadoria dos servidores para a especulação financeira, além de confiscar salários com o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%.

O pacotaço de maldades também prevê a implantação da parceria público-privada para privatizar e destruir a Comcap, entregando o serviço para a iniciativa privada. Mudar o plano diretor para facilitar ainda mais a vida da especulação imobiliária, o que vai acabar mais rapidamente com as belezas naturais de Florianópolis e expulsar os mais pobres da ilha. Restringir o meio passe estudantil e a tarifa social nos ônibus e aumentar a taxa de lixo consideravelmente para confiscar os salários e rendas dos mais pobres. Entre outros ataques.


Gean Segue os Passos de Dilma, Colombo e Temer

O que acontece em Florianópolis não é uma exceção. Gean Loureiro segue os mesmos passos de Dilma, Colombo e Temer. Dilma e o PT restringiram o acesso ao seguro desemprego e ao abono do PIS quando o desemprego crescia e a renda estava em queda, cortaram bilhões da saúde e da educação e lançaram a proposta de uma reforma da previdência para elevar a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres para 65 anos. Colombo e o PSD atacaram o plano de carreira de servidores públicos, fecharam escolas e leitos de hospitais públicos e confiscaram o salário de trabalhadores, aumentando a contribuição previdenciária de 11% para 14%. Temer e o PMDB de Gean congelaram os recursos da saúde e da educação pelos próximos 20 anos e preparam agora a destruição dos direitos de aposentadoria e trabalhistas com as reformas da previdência e trabalhista.


É Necessário Apoiar Incodicionalmente a Greve

Chamamos os sindicatos, movimentos sociais, todas as categorias de trabalhadores, centrais sindicais, partidos políticos de esquerda, enfim, à classe trabalhadora, ao povo da periferia e as suas organizações e movimentos sociais a que apoiem a greve dos servidores e da Comcap e juntos desmacaremos todas as mentiras de Gean, da Câmara de Vereadores e de seu pacotaço. É preciso o apoio incondiocional a greve. Não podemos dar nenhuma trégua ou depositar qualquer confiança na prefeitura de Gean Loureiro e na Câmara de Vereadores. Chamamos também a que organizemos unificadamente uma ampla campanha de denúncia e combate a esse pacotão de maldades nos bairros, locais de trabalho, escolas e universidades.


QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!
É possível ter um programa totalmente oposto ao pacotão de Gean e da Câmara para a crise que vive nossa cidade, que vem gerando desemprego e as alarmadas dificuldades nas finanças da Prefeitura. Abaixo propomos medidas plenamente viáveis e necessárias. Tudo sob o ponto de vista dos trabalhadores. Chamamos a que os parlamentares do PSOL (Afrânio, Renato e Marquito) e a que o vereador Lino Peres (PT) apoiem estas medidas, assim como o movimento social e a população em luta da cidade.

  • Fim dos privilégios de políticos e comissionados e fim da corrupção. Salário de todos os políticos reduzidos pelo menos em 70%, como propôs uma servidora numa assembléia dos servidores municipais. Fim de todos os cargos comissionados e da incorporação das gratificações de chefia. Prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores da Ave de Rapina e da Moeda Verde. Somente na Ave de Rapina foram pelo menos R$ 35 milhões desviados.
  • Cobrar os impostos dos grandes devedores. Junto disso é preciso também sobretaxar com impostos progressivos os ricos da cidade, ou seja, os ricos devem pagar bem mais impostos que os trabalhadores e os mais pobres. Somente os grandes devedores já devem mais de R$ 500 milhões para a prefeitura.
  • Acabar com a desoneração fiscal e o pagamento das dívidas externa e interna aos banqueiros e grandes empresários. Lutar também contra a “Lei de Responsabilidade Fiscal”, que apenas garante o pagamento das dívidas aos grandes capitalistas. É preciso pagar a dívida social com o povo trabalhador de Florianópolis, preservar e ampliar os direitos dos servidores e manter a Comcap 100% púbica e estatal. Apenas de 2013 à 2015 a prefeitura deixou de arrecadar com as desonerações R$ 165 milhões e pagou de dívida externa e interna outros R$ 103 milhões. O dinheiro que vai para o bolso de grandes empresários e banqueiros faz falta para melhorar os serviços públicos, a Comcap, as condições salariais e de trabalho e gerar empregos.
  • Rever todos os contratos da Prefeitura de terceirização e de publicidade. Auditar todos eles e punir as irregularidades rigorosamente. Assim poderemos também economizar muito dinheiro que hoje vai para o ralo da corrupção. Pelo fim das privatizações, terceirizações e parcerias público-privadas. Em defesa do serviço público e da Comcap.
  • Fim de toda medida de perseguição à pobreza e aos movimentos sociais. Somos contra qualquer punição a greve dos trabalhadores da prefeitura. Somos contra qualquer medida de criminalização do povo negro e pobre da periferia, as mulheres, a juventude, aos haitianos e aos LGBTs.
  • Unificar as lutas e construir a greve geral. Vamos precisar unir as lutas das categorias de trabalhadores e de movimentos populares, estudantis e de luta contra as opressões numa grande geral para derrotar os pacotaços de prefeitos, governadores e de Temer.
  • Por um governo socialista dos trabalhadores sem patrões e sem corruptos. Nem a prefeitura de Gean Loureiro e nem essa Câmara de Vereadores representam os interesses dos trabalhadores e do povo da periferia. Precisamos de um governo socialista apoiado em Conselhos Populares com representantes eleitos nos locais de trabalho, de moradia e de estudo dos trabalhadores e do povo pobre.

PSTU FLORIANÓPOLIS - 24 DE JANEIRO DE 2017


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Todo apoio à Greve dos servidores municipais





 
TODO APOIO À GREVE 

DOS 

SERVIDORES MUNICIPAIS!


                        Não ao Pacotaço de Maldades de Gean e da Câmara de Vereadores!


Gean Loureiro e Câmara de Vereadores 

 
nos Passos do Ajuste Fiscal de Dilma e Temer!



A queda do PIB no Brasil em 2016 foi maior do que na Grécia. Por isso a conta da crise está sendo jogada tão duramente nas costas dos trabalhadores pelo empresariado e pelos governos. O Ajuste Fiscal de Dilma (PT), agora de Temer (PMDB), veio para destruir todos os nossos direitos. Esse é o sentido dos PL’s que tramitam no Congresso Nacional e do “pacotaço” de Gean Loureiro (PMDB) e da Câmara contra os servidores.

O Pacotaço prevê, entre outros ataques, as Parcerias Público Privadas e a previdência complementar, para quem puder se aposentar com salário acima do teto da previdência. As Parcerias Público Privadas (PPPs), a Lei 11.960/2009 que prevê os parcelamentos patronais de prefeitos para a previdência social e as Leis 10.887/2004 e 12.618/2012, que prevêem a previdência complementar no serviço público, são dos governos de Lula e Dilma que agora Gean, Colombo e Temer utilizam para nos atacar. Assim como o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% foi uma medida proposta pelo governo Dilma através do PLP 257/2016.

Para resistir ao “pacotaço” de Gean e da Câmara é preciso fortalecer a greve. Gean convocou extraordinariamente a Câmara a peso de ouro (apesar do discurso de dificuldade financeira) e, estrategicamente, uma vez que o magistério está em férias. Temos que impedir a votação do “pacotaço”
no dia 24/01. Será uma greve difícil, porém podemos vencer com unidade e muita luta.

Todo Apoio à Greve dos Servidores!
É Preciso Construir a Greve Geral!

Chamamos os sindicatos, movimentos sociais, todas as categorias de trabalhadores, centrais sindicais, partidos políticos de esquerda, enfim, à classe trabalhadora e suas organizações a que apoiem a greve dos servidores e juntos desmascaremos todas as mentiras de Gean, da Câmara de Vereadores e de seu pacotaço. É preciso o apoio incondicional à greve.

Por outro lado, as maiores Centrais Sindicais: CUT, CTB e Força Sindical trocaram a Greve Geral por um calendário de mobilização, isso, na prática, está facilitando os governos de Temer, Colombo e Gean a aprovarem os PL’s que querem. Com a Greve Geral podemos unificar todas as lutas atualmente travadas nas diferentes categorias.

Hoje o discurso do “Golpe contra Dilma” feito pelo PT, PCdoB, PSOL e pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular é um discurso eleitoral para esconder dos trabalhadores todas as traições que os governos de Lula e Dilma fizeram e preparar a volta de Lula em 2018. É preciso construir a Greve Geral. A luta dos trabalhadores não pode estar subordinada aos calendários eleitorais. A luta é agora, a luta é na rua. Chamamos a que CUT e todas as demais centrais atendam à proposta da CSP-CONLUTAS para construir a greve geral já!

QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!
É possível ter outro programa totalmente oposto ao pacotão de Gean para a crise que vive nossa cidade, que vem gerando desemprego e as alarmadas dificuldades nas finanças da Prefeitura. Não podemos aceitar as PPPs, os ataques à previdência e a retirada de direitos como o plano de carreira e demais benefícios conquistados com várias lutas. Abaixo propomos medidas que podem ser tomadas para resolver os problemas nas finanças da prefeitura e outros problemas sociais como a falta de investimentos para a geração de empregos. Tudo sob o ponto de vista dos trabalhadores.

1) Fim dos privilégios de políticos e comissionados e fim da corrupção. Salário de todos os políticos igual ao de um professor no início de carreira e fim de todos os cargos comissionados. Fim da incorporação das gratificações de chefia. Prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores da Ave de Rapina e da Moeda Verde. Somente na Ave de Rapina foram pelo menos R$ 35 milhões desviados.

2) Cobrar os impostos dos grandes devedores. Junto disso é preciso também sobretaxar com impostos progressivos os ricos da cidade, ou seja, os ricos devem pagar bem mais impostos do que os trabalhadores e mais pobres. Somente os grandes devedores já devem mais de R$ 500 milhões para a prefeitura.

3) Acabar com a desoneração fiscal e o pagamento das dívidas externa e interna aos banqueiros e grandes empresários. Lutar também contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que apenas garante o pagamento das dívidas aos grandes capitalistas. É preciso pagar a dívida social com o povo trabalhador de Florianópolis e preservar e ampliar os direitos dos servidores. Apenas de 2013 à 2015 a prefeitura deixou de arrecadar com as desonerações R$ 165 milhões e pagou de dívida externa e interna outros R$ 103 milhões. Esse dinheiro faz falta para melhorar os serviços públicos, as condições salariais e de trabalho dos servidores e para gerar empregos na cidade;

4) Rever todos os contratos da Prefeitura de terceirização e de publicidade. Auditar todos eles e punir as irregularidades rigorosamente. Assim poderemos também economizar muito dinheiro que hoje vai para o ralo da corrupção. Pelo fim da terceirização e privatização. Em defesa do serviço público de qualidade.

5) Contra as reformas da previdência e trabalhista hoje defendidas por Temer e o Congresso Nacional que vão atingir todos os trabalhadores. Essas reformas vão destruir o direito de aposentadoria e os direitos trabalhistas. Construir a greve geral já para barrar os pacotaços de Temer, governadores e prefeitos e defender medidas que vão de encontro aos interesses da classe trabalhadora e do povo pobre!

Chamamos a que a direção do Sintrasem, composta pela Esquerda Marxista (CUT e PSOL), e aos parlamentares do PSOL e de outros partidos que apoiam a greve dos servidores municipais a que apoiem estas medidas. Os trabalhadores não podem pagar pela crise!

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Prefeitura não respeita mobilização da Saúde



Prefeitura não respeita mobilização da Saúde
Trabalhadores de Postos de saúde e UPAs protestam com cartazes contra pacote de maldades. Prefeito e Secretário de Saúde ficam furiosos e mandam arrancar

O futuro Secretário de Saúde de Florianópolis foi visto fazendo ameaças a um funcionário terceirizado para que ele arrancasse os cartazes de protesto daquela unidade de saúde neste domingo (15/01). Há informações também de que Carlos Alberto Justo da Silva (mais conhecido por Paraná) visitou também outras unidades de saúde com a mesma intenção. Foi o que aconteceu na UPA Norte onde ele ameaçou de demissão o vigia do local caso ele não retirasse os cartazes colados pelos trabalhadores da UPA. Há o relato e a foto correndo pela internet.
Chama atenção a prepotência com trabalhadores terceirizados e a postura antidemocrática com os trabalhadores da saúde que buscam defender a Saúde

Pública utilizada pela população, bem como os seus direitos trabalhistas através de simples cartazes. Enquanto isso, o prefeito Gean Loureiro fala mentiras nas Tvs e rádios descaradamente. Vale lembrar que o Paraná nem foi empossado ainda para poder fazer uso do poder de Secretário!

Mas como disse a trabalhadora de um posto de saúde - ao ficar sabendo que a Prefeitura estava arrancando os cartazes - pode arrancar [os cartazes] todo dia, a gente vai fazer e colar de novo!”1.

Revolta na saúde
Começou na 2ª semana de janeiro quando muitos postos de saúde e UPAs amanheceram com cartazes contra o pacote de maldades do novo prefeito. Os cartazes acusam Gean Loureiro de querer jogar a conta dos privilégios dos ricos e das grandes empresas nas costas dos servidores do município e da Saúde e Educação da população. Muitos postos de saúde também começaram a fazer reuniões com a comunidade para explicar a real intenção do prefeito e pedir apoio nesta luta que é de todos. 


Não é rombo, é roubo!
Gean e os vereadores dizem que tem um rombo no orçamento. Só que esse rombo é fruto dos grandes caloteiros de impostos (grandes empresas e figuras famosas) que devem mais de R$ 500 milhões em impostos!2 É fruto das isenções de impostos para as grandes empresas que, apenas entre 2013 e 2015, somaram R$165 milhões de reais3. É fruto dos mega-salários e regalias dos políticos. Ou seja, não é rombo, é roubo!
    


Quem vai pagar a conta desses e outros privilégios é a população! Esse é o pacote de maldades: diminuir ainda mais o orçamento da Saúde e Educação públicas; fechar escolas, creches e postos de saúde; tirar direitos e reduzir salários dos servidores.
Por que o Gean não corta todos as suas regalias e reduz o seu próprio salário para o de um professor do começo de carreira? Por que não cobra os impostos de quem mais tem dinheiro? São perguntas sem respostas que podem ser lidas nos cartazes nas unidades de saúde.

Veja fotos de mais cartazes colados nos postos:
Posto de Saúde Santinho



Posto de Saúde Itacorubi

Posto de Saúde Novo Continente/Morro da Caixa
Posto de Saúde Novo Continente/Morro da Caixa

Posto de Saúde Itacorubi

Posto de Saúde Novo Continente/Morro da Caixa














































1Preferiu manter o anonimato para evitar represália do secretário de saúde.
2Entre os devedores estão: bancos como HSBC, ITAÚ e Safra; grandes construtoras como HANTEI, ÁLAMO e Habitasul; comerciantes; hotéis como Costão do Santinho; shoppings; formadores de opinião da grande imprensa. http://desacato.info/conheca-os-nomes-dos-grandes-devedores-do-municipio-de-florianopolis/
3“A Prefeitura de César Jr e a câmara de vereadores são os principais responsáveis pela atual situação”
http://pstuflorianopolis.blogspot.com.br/2016/09/a-prefeitura-de-cesar-jr-e-camara-de_24.html

domingo, 8 de janeiro de 2017

Prefeitura deu calote nos servidores de Florianópolis! Todo apoio à luta dos servidores do município


 


Prefeitura deu calote nos servidores de Florianópolis!
Todo apoio à luta dos servidores do município

César Souza Jr (PSD), Gean Loureiro (PMDB) e a Câmara de Vereadores prepararam um grande ataque aos servidores do município: parcelamentos do salário do mês de dezembro sem pagamento de um terço de férias e não pagamento dos pensionistas e aposentados. Ainda teve o congelamento de 30% do orçamento da Prefeitura que afetará serviços essenciais, o envio de projeto de lei para implantar parceria público-privada (privatização) na COMCAP e o envio, também, de projeto de lei para continuar a roubalheira dos fundos da previdência.


Gean MENTE sobre dinheiro
Gean Loureiro quer punir servidores municipais, a COMCAP e a população da cidade que necessita do serviço público. Tudo isso para garantir os privilégios dos ricos e capitalistas. Apenas de 2013 à 2015, a Prefeitura deu a fortuna de R$ 165 milhões em isenções de impostos para empresários e pagou R$ 103 milhões aos banqueiros da dívida pública, uma agiotagem que deve ser suspensa e investigada. Na virada do ano a Prefeitura aumentou as passagens de ônibus acima da inflação.
Os políticos dizem que tem crise no orçamento, mas sequer cobram os grandes devedores de impostos da cidade que já devem mais de meio bilhão de reais. Na verdade, falta dinheiro para os trabalhadores porque o prefeito e os vereadores estão a serviço dos ricos da cidade! Por isso não acabam com a isenção de impostos dos grandes empresários e não cobram dos caloteiros ricaços que devem milhões.

Gean Loureio diz que vai cortar cargos comissionados e Secretarias e “combater” os megas-salários. Mas isso é tudo mentira! Se fosse verdade acabaria com todos os cargos comissionados,igualaria os salários dos políticos ao de um professor no início de carreira, realizaria uma ampla auditoria nos contratos superfaturados da prefeitura e não deixaria impunes os corruptos da Ave de Rapina.

E a direção do sindicato?!
Essa é uma pergunta que muitos trabalhadores fizeram nos últimos dias. O risco de atrasar o 13º e o salário de dezembro saiu nos jornais e todos temiam isso. Mas o sindicato não respondeu esses anseios! Durante todo ano a Prefeitura descumpriu acordos, como o não pagamento da segunda parcelamento da segunda parcela do PCCV do Cívil e o não pagamento das auxiliares de sala de acordo com a tabela. Portanto, por que cumpriria alguma coisa agora no final do mandato?!
A direção do SINTRASEM deveria ter começado a mobilizar os servidores municipais desde que isso saiu nos jornais! Porém, não visitou a base da categoria para prepará-la. Não publicou sequer uma nota na Internet. Para piorar, ainda disse, no dia 28/12, que o prefeito iria parcelar o salário (iria pagar até R$ 5 mil, quando na verdade pagou no máximo até R$ 3500) como se isso fosse bom... Ora, o papel do sindicato era denunciar isso e dizer que não aceitava.
É correto chamar uma assembleia da categoria e nós defendemos isso, mas não podemos ter nenhuma confiança no prefeito ou na Câmara. É preciso construir a greve com a categoria. Esse é mais um dos duros ataques que virão.

Unir as lutas e fazer uma greve geral
Ataques parecidos estão acontecendo em vários estados e cidades do país, independente se são governados pelo PMDB, PSDB ou PT. Não podemos esquecer que há, também, a terrível Reforma da Previdência do Temer (PMDB) e a Reforma Trabalhista que quer que trabalhemos até 12 horas por dia com redução da hora do almoço.
Só não tem uma greve geral no Brasil porque as maiores centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical e CTB) fazem negociatas com os governos e subordinam a luta aos calendários eleitorais. É preciso seguir o chamado da CSP-Conlutas e construir já uma Greve geral! Fora Temer! Fora todos eles!





 

Não ao aumento das passagens em Florianópolis, por uma Frente de Luta contra o aumento!

Não ao aumento das passagens em Florianópolis, por uma Frente de Luta contra o aumento!


08/01/2017

Nos últimos dias de mandato o prefeito César Souza Júnior aplicou duros ataques aos trabalhadores e ao povo de Florianópolis. Além de tentar aprovar um pacotão de maldades - barrado graças à mobilização dos trabalhadores - e não pagar boa parte dos salários dos servidores municipais, autorizou mais um aumento das passagens de ônibus a partir do dia 08 de janeiro (domingo)
O preço em dinheiro passa de R$ 3,50 para R$ 3,90 e de R$ 3,34 para R$ 3,71 no cartão. A tarifa social em dinheiro, não coincidentemente, será a que terá maior reajuste, 24,44%, indo de R$ 2,25 para R$ 2,80. Todos as modalidades sofrerão um reajuste de no mínimo 11%, muito acima da inflação dos últimos 12 meses, que foi de 6,99%.
É num cenário de aumento do desemprego, que já chega a 12,1 milhões de pessoas, redução dos salários, aumento generalizado dos preços, piora dos serviços públicos, cortes de direitos e rebaixamento do nível de vida que o trio César Souza, Gean e o Consórcio Fênix, decide jogar a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre. É o mesmo modelo de transporte das outras capitais, uma máfia formada entre empresários e políticos, que oferece um transporte de baixa qualidade, com preços abusivos. Com esse reajuste, Florianópolis passa a ter a segunda maior tarifa entre as capitais brasileiras.
Diversas outras cidades do país também terão reajuste no preço do transporte. Até agora nove capitais já aumentaram seus preços e três pretendem aumentar. Por trás de todos os aumentos no país, que ocorrem neste momento de festas e férias estudantis está a tentativa de evitar uma resposta organizada nas ruas com protestos contra os aumentos. Os políticos e empresários ainda têm bem vivas em suas memórias as manifestações de junho de 2013 que começaram com a pauta dos transportes e resultaram na redução de tarifa em mais de 50 cidades do país.
Ao mesmo tempo que o governo Temer e esse Congresso Nacional corrupto e reacionário atacam duramente os trabalhadores, através da já aprovada PEC 55, da reforma da previdência e trabalhista, os governos estaduais e municipais também nos atacam. O aumento da tarifa é parte importante do ajuste fiscal dos governos. Além disso, o novo prefeito – que representa os mesmos interesses que seu antecessor – já anunciou um corte de 30% dos gastos da prefeitura e deve continuar atacando os trabalhadores da cidade, apoiado nessa Câmara de Vereadores tão corrupta quanto o nosso Congresso.

O que propõe o PSTU?
Somente com a mobilização e organização independente da juventude e dos trabalhadores é que podemos barrar esse aumento e outros ataques contra nossos direitos, salários e empregos. Precisamos mudar completamente a lógica do transporte coletivo, tirando ela das mãos dos empresários, que lucram com o sofrimento dos trabalhadores. É necessário estatizar o transporte, para que ele se torne de fato público e sirva aos interesses públicos, não privados. Além disso, é necessário que ele seja controlado democraticamente pelos trabalhadores e pela juventude que depende do transporte coletivo, através de conselhos populares. Somente assim é que teremos um transporte com mais qualidade, com mais horários e mais barato, reduzindo o preço até a tarifa zero!

Unidade para Lutar
Historicamente a luta contra o aumento da tarifa e em defesa do transporte público foi realizado com a mais ampla unidade entre os lutadores da cidade, através da Frente de Luta pelo Transporte. Foi assim em todos os últimos anos e precisa ser assim novamente, para que consigamos aglutinar e dialogar com o maior número de estudantes e trabalhadores.
É preciso é claro que essa Frente consiga reunir, além do movimento estudantil, vanguarda na luta contra o aumento, os sindicatos, as centrais sindicais, os movimentos sociais, os militantes independentes e demais organizações que tenham acordo com a pauta, na mais ampla unidade de ação, para que de forma democrática e combativa consigamos barrar o aumento.
Esse ano o Movimento Passe Livre Florianópolis – MPL optou por não chamar a Frente de Luta pelo Transporte. Fazemos um chamado a todos os companheiros independentes, movimentos e organizações que tem construído a Frente de Luta Pelo Transporte, para que construamos esse instrumento de unidade e de luta!

O PSTU defende:
  • Revogação imediata dos aumentos de passagens!
  • Reorganização da Frente de Luta pelo Transporte!
  • Passe livre para estudantes e desempregados, já!;
  • Barateamento das passagens rumo à tarifa zero!;
  • Municipalização e estatização dos transportes sob controle dos trabalhadores e da juventude!
  • Debate amplo na cidade e a implantação de maneira pública e estatal de transportes alternativos - como o marítimo e a ampliação das ciclovias - e maior segurança para os ciclistas!;
  • Construir a greve geral para defender transporte público acessível e de qualidade, direitos, salários e empregos!;
  • Fora Todos Eles! Fora Temer, Renan, Aécio, Gean Loureiro e esse congresso e essa câmara!;
  • Por um governo dos trabalhadores apoiado em conselhos populares!




quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Florianópolis na sombra da dengue

Florianópolis na sombra da dengue

Casos de dengue cresceram 18% em Santa Catarina no ano de 2016

Por Diogo Leal











  No ano de 2016 houve 4.379 casos de dengue em Santa Catarina e um surto epidêmico no oeste do estado². A cidade de Pinhalzinho teve 2.441 casos, o que significa que 01 a cada 06 pessoas da cidade teve dengue. O ano de 2016 foi também o primeiro ano em que houve casos de contaminação de dengue dentro da cidade de Florianópolis. O cerco do mosquito ao nosso estado está se fechando.
  A situação em Florianópolis é muito preocupante porque neste ano a capital registrou os seus 11 primeiros casos de transmissão de dengue dentro da própria cidade. Os surtos de dengue costumam acontecer após surgirem os primeiros casos de contaminação interna. Itajaí, por exemplo, registrou os primeiros casos em 2014, e em 2015 teve um surto que atingiu pelo menos 3157 pessoas³. Se os governantes não tomarem o combate ao mosquito aedes aegypti como prioridade, eles poderão acabar ajudando a doença a se espalhar pelo estado e a ter novas epidemias.

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  O governo do Estado e das prefeituras têm utilizado o método de lavar as próprias mãos e jogar o problema no colo da população: o Estado se exime da culpa repassando-a exclusivamente para a população que “não cuida da sua casa”. Um exemplo disso é que as autoridades só se preocupam com medidas para remediar e conscientizar, sem um plano de longo prazo e destinando pouca verba mesmo para isso. Em Florianópolis, por exemplo, deveriam haver o mínimo de 150 agentes de combate às endemias (ACE), porém há apenas metade desse número.

  Um combate efetivo ao mosquito da dengue passa pelos governantes encararem o problema de verdade. As medidas tomadas nas últimas décadas não estão funcionando. O plano do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) de 2002 previa que em 2015 haveria apenas 11 mil casos de dengue no país mas na realidade teve 1,6 milhão de casos. O que deu errado, o que está faltando?

  Segundo um agente de combate às endemias de Florianópolis5, para virar o jogo é preciso que o Estado e os governos de plantão busquem soluções também de médio e longo prazo. Significa investir em sistema de esgoto e de água encanada, em coleta de lixo e construir moradia popular para melhorar as condições de vida da população, especialmente da população pobre que é a mais atingida pelas doenças. O agente disse que com um investimento assim em infraestrutura eliminaria a maior parte dos focos de aedes aegypti que existem hoje e reduziria ao máximo os locais onde pode ter água parada para o mosquito depositar os ovos. E, para o curto prazo, é preciso investir na saúde pública, contratar mais agentes de combate as endemias e garantir os equipamentos necessários para realizar o trabalho.

Como o país se tornou refém de um mosquito

  Décadas atrás havia o emprego do chamado “mata mosquito” que o Estado brasileiro foi eliminando como consequência do descaso com as doenças transmitidas por mosquitos. A população nas cidades cresceu sem haver crescimento da infraestrutura básica para ela gerando vários possíveis locais para o aedes aegypti depositar seus ovos.
No final da década de 1990 e começo dos anos 2000 a dengue voltou a ser manchete nacional. 15 anos se passaram até ter o surto de zika no nordeste do país. Só quando a “bomba explodiu” e a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou aos estrangeiros a não virem para o Brasil por causa da zika que os governantes voltaram a falar em combater “para valer” o mosquito. 
  Ou seja, o surto de dengue no país e o surgimento de duas novas doenças transmitidas pelo mesmo mosquito (zika e chikungunya) são consequências do descaso do Estado e dos sucessivos governos com a saúde da população brasileira, especialmente da mais pobre e explorada. Essa situação deve se agravar se o congresso nacional e o presidente Temer aprovarem o congelamento dos investimentos na saúde pública (PEC 55).

Um programa para combater o aedes aegypti



1 – Mais agentes de Saúde e de Endemias
Colocar em prática, desde já, um plano consequente para o combate ao Aedes aegypti, que passa por contratação massiva de agentes de saúde e agentes de combate as endemias para eliminar focos de reprodução de mosquito, eliminar todos os lixões a céu aberto, construir redes de esgoto e de saneamento básico.

2 – Mais investimento em pesquisa
Fim do ajuste fiscal. Disponibilização de todos os recursos financeiros necessários para a pesquisa científica em instituições estatais sobre o vírus Zika, inclusive para o possível desenvolvimento de uma vacina.

3 – Prevenção
O Governo deve distribuir, gratuitamente, repelentes de qualidade e mosquiteiros para toda a população, prioritariamente para às mulheres grávidas;

4 – Tratamento da microcefalia
Disponibilização dos melhores tratamentos gratuitos para as crianças com microcefalia e outras malformações congênitas. O governo deve fornecer um subsídio que garanta que as famílias tenham todas as condições econômicas de criar os seus filhos com dignidade. Garantia de estabilidade no emprego para todos os pais e mães de crianças com microcefalia e outras malformações congênitas.

5 – Fortalecer a Saúde Pública
Para que possa ser dado o melhor atendimento à classe trabalhadora, em especial às grávidas, neste momento, exigimos o fim do financiamento de empresas de saúde particular e planos de saúde. Investimento de 10% do PIB para o SUS, já! Estatização de grandes empresas e planos de saúde.

6 – Fim da dívida
Fim do pagamento da dívida aos banqueiros para criar um investimento emergencial para o SUS e para a investigação científica em instituições públicas.

7 – Socialismo
Para garantir que essas medidas sejam de fato aplicadas, é necessário lutar por um governo socialista dos trabalhadores, sem patrões.


1 - http://www.dive.sc.gov.br/index.php/arquivo-noticias/451-boletim-epidemiologico-n-34-2016-situacao-da-dengue-febre-do-chikungunya-e-zika-virus-em-santa-catarina-atualizado-em-3-12-2016-se-48-2016;
2 - http://www.dive.sc.gov.br/index.php/arquivo-noticias/451-boletim-epidemiologico-n-34-2016-situacao-da-dengue-febre-do-chikungunya-e-zika-virus-em-santa-catarina-atualizado-em-3-12-2016-se-48-2016;
3 -  http://www.itajai.sc.gov.br/noticia/14121#.WEssMLIrKUk;
4 - http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/02/por-que-estamos-perdendo-guerra-contra-o-aedes-aegypti.html
5 - O agente preferiu não se identificar.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

FORA COLOMBO! FORA TEMER! FORA TODOS ELES!

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro, foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de investigação sobre o aparecimento do nome do governador Raimundo Colombo em planilha de pagamentos de propina da megaempreiteira Odebrecht. A planilha veio à tona com a operação Lava Jato. A planilha foi divulgada em março deste ano e só agora foi autorizada a abertura de inquérito que investigará o governador, que tem foro privilegiado.

Importante lembrar, que logo em 2011, no primeiro ano de mandato de Raimundo Colombo, o governo estadual envia para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina medida visando a privatização da Casan. O objetivo do governo estadual era conseguir autorização para vender ações da empresa no mercado e derrubar emenda constitucional que previa a realização de plebiscito em caso de venda de ações da estatal. Tudo isso para atrair para a Casan o que Colombo chamou na época de um "parceiro estratégico". Esse parceiro, no caso, uma grande empresa privada, comandaria a estatal. 

Na ocasião, a empresa Foz do Brasil, controlada pela Odebrecht, era a principal interessada no projeto. Os deputados estaduais votaram a proposta de Colombo e a aprovaram ainda em 2011 por ampla maioria.

O governo de Raimundo Colombo sempre se aliou aos interesses dos ricos e poderosos. Ao mesmo tempo em que concedeu 5 bilhões ao ano em isenções fiscais às grandes empresas vem aumentando a privatização e terceirização e precarizando ainda mais os serviços de saúde, educação, saneamento e de melhora dos serviços públicos estaduais. Recentemente desviou R$ 106,2 milhões da educação pública para o deinfra, investir em obras como a da ponte Hercílio Luz. Colombo sempre foi um grande parceiro de grandes empresários e empreiteiros. Agora começa a vir indícios fortes de que nessas parcerias existem também interesses inconfessáveis.

O PSTU sempre denunciou o que representa os financiamentos empresariais de campanha e as políticas de privatização e terceirização nos serviços e empresas públicas. Por trás de tudo isso existem conluios de políticos e grandes empresários agindo conjuntamente para saquear os cofres públicos às custas da precarização dos serviços oferecidos e do encarecimento de tarifas.

O PSTU exige a mais ampla investigação da questão e a quebra de todos os foros privilegiados e sigilos bancários, telefônicos e fiscais dos envolvidos em casos de corrupção. Defendemos a prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores. Alertamos de que não podemos depositar qualquer confiança na operação Lava Jato ou nesse judiciário que aí está. Somente com a mobilização independente da classe trabalhadora teremos a investigação rigorosa dos casos de corrupção e punições exemplares. Exigimos também o fim e reversão de todas as políticas de privatização e terceirização no serviço público e nas empresas públicas. 

Michel Temer, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, esse Congresso Nacional e agora Raimundo Colombo. Juntos no mar de lama da corrupção. Fora todos eles. Precisamos de uma revolução que tire todos eles de lá, construindo um governo socialista dos trabalhadores que governe por meio de conselhos populares, ou seja, um governo dos próprios trabalhadores e do povo pobre e sob seu inteiro controle. 

PSTU Florianópolis


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