segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chega de racismo na UFSC



Nas últimas semanas veio à tona na grande mídia a denúncia de um caso de racismo envolvendo o estudante da UFSC que publicou mensagem racista no Grupo chamado “UFSC” no facebook. Esse caso só ganhou repercussão porque houve uma rápida e acertada resposta do movimento negro da universidade que organizou uma mobilização contra a agressão. Do contrário, muito provavelmente passaria despercebido.
Infelizmente, isso não é um caso isolado. As redes sociais estão cheias de mensagens racistas, homofóbicas e machistas. Mas não só nas redes sociais. No ambiente da universidade essa prática é recorrente e a impunidade reina.
Estudantes cotistas e negros são muitas vezes humilhados no ambiente universitário e nada acontece com seus agressores. Estudantes homossexuais já foram agredidos até fisicamente em festas da universidade por serem homossexuais. Mulheres não tem o mínimo de segurança em transitar pelo campus e são coisificadas e assediadas em muitas das atividades chamadas de “trotes”.
A opressão é muito grave e deve ser combatida seriamente. Ela transforma diferenças naturais entre os seres humanos, como o sexo biológico, a cor da pele ou a orientação sexual, em desigualdades sociais, e faz toda uma construção ideológica que procura legitimar a violência e a humilhação cotidianas.
A opressão é o motivo de  milhares a morte em nosso país, como mostram as estatísticas oficiais, além de outros crimes bárbaros como estupros e agressões. Não é e não pode ser motivo de piada ou chacota, nem uma questão menor. 
Parte do movimento estudantil hoje acredita que a luta contra o racismo e contra todas as opressões não é central, porque divide os estudantes, ou porque há pautas “mais urgentes”. Para a juventude do PSTU, o combate as opressões é fundamental na luta pela transformação da nossa sociedade. Por isso chamamos ao conjunto do movimento estudantil, docente e de técnicos administrativos a que se some ao movimento negro e demais movimentos de luta contra a opressão para enfrentarmos o racismo, o machismo e a homofobia.
Apoiamos a reivindicação do movimento negro de que a reitoria de Roselane apure e expulse o estudante que cometeu o crime de racismo e qualquer outro estudante que tenha cometido esse crime. Exigimos que a reitoria mude de postura e assuma o caso com a devida importância promovendo uma investigação séria sobre a questão para apurar todos os fatos e punir todos os responsáveis. Exigimos também que a direção do DCE abandone seu silêncio cúmplice e se posicione publicamente ao lado do movimento estudantil negro.
A reitoria Roselane tentou aprovar neste último semestre a inclusão das cotas raciais na porcentagem da cota social o que reduziria a entrada de negros e negras em nossa universidade. Acabar com as cotas raciais é ignorar o papel histórico do racismo no Brasil que até hoje empurra para as periferias e piores empregos os negros e negras de nosso país. Por isto exigimos da reitoria que mantenha as cotas raciais para além de 2015 e que, além disso, garanta mais verbas e políticas especificas para a permanência dos estudantes cotistas.

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