quarta-feira, 21 de maio de 2014

Na Copa do Mundo vamos todos às ruas lutar por uma “educação pública padrão FIFA"

Se tem dinheiro para a Copa então tem que ter dinheiro para educação!


A defesa da educação pública foi levantada nas manifestações ano passado, durante a Copa das Confederações com o lema “educação pública padrão FIFA”. A ideia era clara, comparar o estado deplorável das escolas e do ensino públicos no Brasil com os estádios maravilhosos e caríssimos que seguem o selo de qualidade da FIFA. Isso tem motivo: a educação brasileira vive um verdadeiro apartheid. Hoje, temos no Brasil cerca de 14 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. E 30 milhões de analfabetos funcionais. O Brasil ainda tem 41,5 milhões de crianças e jovens entre 0 e 24 anos fora da escola. Pouco mais da metade dos jovens não tem acesso à educação no Brasil, negando todas as leis constitucionais que determinam, desde 1988, a garantia de uma educação pública, gratuita e universal. 


Saltou aos olhos do povo brasileiro a rapidez com que os governos, em especial o governo federal de Dilma, conseguiram dinheiro para construir estádios de futebol de "primeiro mundo", uma vez que faz anos que a população pede mais e melhores hospitais e escolas públicas e nunca teve esse tipo de resposta. Fato é que os 40 bilhões de reais gastos com a Copa até agora equivalem à metade de tudo que é investido em educação no país. A resposta dos governantes parece ser a de não se importarem com a vontade da maioria da população, que pede educação pública de qualidade.


Cartão vermelho para Colombo, por desviar dinheiro da saúde e educação


Em Santa Catarina a educação pública vai de mau a pior. A situação é tão crítica que nos últimos anos muitas escolas foram interdidatas e algumas até mesmo desabaram por causa de falta de reformas estruturais. Não é mais só a qualidade do ensino que está ameaçada, mas a própria segurança dos alunos e dos profissionais da educação está em risco. Ao mesmo tempo que escolas desabaram os governos Luis Henrique e Colombo desviaram 800 milhões de reais da educação e 400 milhões da saúde ao não investirem o valor mínimo estipulado por lei (segundo Tribunal de Contas do Estado). Esta é a verdade por trás do “pacto pela educação” do governo Colombo: desvio de verbas, escolas em situações precárias, professores humilhados e descaso com o futuro de milhares de jovens!

Para termos ideia, com esses 800 milhões que foram desviados era possível construir ou reformar cerca de 266 escolas! A cara de pau do Colombo é tamanha que, mesmo tendo conhecimento das condições do ensino público catarinense, ele escolheu usar 4 milhões de reais do dinheiro do povo para bancar um evento da FIFA no luxuoso hotel Costão do Santinho em vez de construir uma nova escola com essa grana. Cartão  vermelho para o governo Colombo por mentir para a população e desviar dinheiro da saúde e educação   públicas!


A educação no Brasil precisa de uma revolução

O Brasil de hoje é conhecido por ser penta campeão no futebol e também por ser um dos países campeões  em desigualdade social. Um exemplo disso é o nosso país ser um dos últimos no ranking mundial da educação. Mas tem como mudar isto! Basta o governo Dilma fazer o mesmo esforço feito para a Copa na educação e começar a investir 10% do PIB na educação pública já. Isso permitiria comerçar a resolver os problemas históricos enfrentados para a obtenção de um ensino público gratuito e de qualidade: dívidas históricas com povo pobre e trabalhador na área da educação. Esse grande aumento no investimento em educação seria possível se o governo federal priorizasse a educação pública no lugar do pagamento da dívida que o Estado contraiu com os banqueiros usando o povo brasileiro como laranja.

Na Copa do Mundo vamos todos para as ruas lutar por uma “educação pública padrão FIFA” e torcer por uma educação campeã! Queremos menos dinheiro para a Copa e mais para a educação pública!


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