terça-feira, 1 de julho de 2014

Em assembleia, PCdoB-SC declara apoio a Colombo nestas eleições

Gilmar Salgado, do PSTU


Chocou a todos os ativistas dos
movimentos sociais a notícia de que o PCdoB vai fazer parte da coligação que apoia Raimundo Colombo para sua reeleição. A decisão, tomada neste último sábado, 28 de Maio, não traz em si nada de novo, já que é prática corriqueira deste partido fazer alianças com partidos burgueses de direita. Mas elas não deixam de ser chocantes; e no caso de Santa Catarina sua tradicional desculpa para essas esdrúxulas coligações sequer existe. É que esse tipo de aliança normalmente é justificada por eles como necessária para enfrentar um "inimigo maior". Assim, apoiavam um setor da direita contra presumivelmente outro setor que, para eles, era mais retrógrado.
Dessa forma, contra tal oligarquia se aliam a outra com a desculpa de que essa seria o "mal menor". Mas nesse caso qual é a desculpa? Há algo mais reacionário no nosso estado que o governo Colombo? Quais as justificativas pode haver para darem apoio a um governo que defende com todas as forças as políticas mais neoliberais? Que ataca permanente os trabalhadores e o serviço
público. Que é campeão das privatizações. Que é o herdeiro direto de todas as oligarquias desse estado.
Dessa vez não há resposta nem mesmo para o mais ingênuo dos apoiadores dessa politica de conciliação. Por isso chamamos a todos os lutadores e a esquerda a repudiarem firmemente essa aliança, sem deixarmos de tirar a fundo as conclusões que esses fatos apresentam, afinal eles não são fatos isolados e sequer se restringem ao PCdoB, ainda que esse seja a expressão mais podre dessa política traidora.
Chamamos de conciliação de classes quando um partido oriundo da classe trabalhadora se alia a um partido dos patrões. Isso é um crime politico contra os trabalhadores, pois ajuda a burguesia e seus partidos a manterem a mentira de que pode haver setores patronais progressistas, que poderiam ajudar a classe trabalhadora. Assim, essa é essencialmente uma política que vai contra a luta de classes e enfraquece os trabalhadores, ao criar falsas expectativas na classe dominante. A burguesia há muito se tornou inimiga ferrenha de toda a classe trabalhadora e os partidos que se aliam a ela acabam por se tornar defensores dessa classe. Não por acaso hoje o PCdoB ataca as greves até mesmo em seu site.
Insistimos nessa questão, pois infelizmente essa nefasta política de conciliação de classes, que tantos prejuízos trouxe aos trabalhadores e à juventude brasileira, fez com que um partido comprometido com as lutas dos trabalhadores, com foi o PT dos anos 80, se transformasse no mas importante aliado da burguesia brasileira e mesmo do imperialismo. E isto continua a fazer estragos na esquerda brasileira. O exemplo atual mais importante desse fato é o curso que a direção do PSOL tenta impor a este partido.
Muitas vezes honestos lutadores e socialistas questionam o PSTU a respeito de uma possível frente de esquerda com o PSOL. Para estes, somos muito intransigentes quando exigimos que o PSOL não faça nenhuma coligação que inclua os partidos burgueses e não aceite financiamento das campanhas eleitorais por empresários. Mas é exatamente por saber onde essas alianças nos levam que fazemos de forma categórica essas exigências. O classismo deve sim ser um principio para todas as organizações dos trabalhadores pois como já explicou Marx “a emancipação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora.
Por isso, para nós, do PSTU, o classismo é tão precioso. Por isso o defendemos em todos os momentos.

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