quarta-feira, 23 de julho de 2014

Regionais do SINTE realizam encontro de ACTs

Por Diogo Leal Pauletto, professor 

No dia 15 de julho aconteceu um vitorioso encontro de trabalhadores da educação de contrato temporário com o objetivo de discutir a situação precária destes trabalhadores e lutar por direitos iguais para trabalho igual. O encontro foi organizado pelas regionais de Florianópolis e São José do Sindicato dos Trabalhadores em Educação. A professora e candidata ao senado Rosane de Souza esteve presente prestigiando a atividade. 

Encontro de ACT's realizado pelos sindicatos de Florianópolis e São José

O encontro debateu que há algo de muito errado na educação pública quando metade dos trabalhadores é admitido em caráter temporário (ACT) e não como efetivos. Na grande Florianópolis os ACT's representam 80% dos trabalhadores em educação da rede estadual de ensino.  Estes trabalhadores muitas vezes se vêem obrigados a mudar de escolas durante o ano, comprometendo sua dedicação ao ensino, e não possuem vários direitos como aviso prévio, plano de saúde e férias. Desta forma o governo Colombo (PSD) corta verbas da educação ao mesmo tempo em que diminui a qualidade de trabalho e, por consequencia, a qualidade de ensino.

”A educação pública está indo de mal a pior. O governo Colombo acha que educação é gasto desnecessário e por isso desviou dinheiro da educação para outras áreas descumprindo a lei. Quando a gente vê escolas sendo interditadas e até desabando e um número tão grande de professores temporários é porque o Colombo só quer saber de economizar com a educação pública. Isto é uma decisão que vai contra a população”, disse a candidata ao senado Rosane de Souza que também defendeu mais verbas para a educação pública.


Rosane, candidata ao senado, participa do encontro de ACT's 


A precarização dos profissionais da educação anda junto com o abandono das escolas. A situação está tão crítica que nos últimos anos muitas escolas foram interditadas e algumas até mesmo desabaram por causa da falta de reformas. A qualidade de ensino está ameaçada e a própria segurança dos alunos e dos profissionais da educação está em risco. Isto é conseqüência direta da má vontade dos governantes com a educação pública. O governo federal de Dilma segue sem investir os 10% do PIB na educação pública e favorecendo as escolas privadas. E os governos de Luis Henrique (PMDB) e Colombo desviaram aproximadamente 800 milhões de reais da educação e 400 milhões de reais da saúde para outras áreas e por isso não atingiram o investimento mínimo estipulado por lei (segundo o Tribunal de Contas do Estado). Esta é a verdade por trás do “pacto pela educação” do governo Colombo: desvio de verbas, escolas abandonadas, professores humilhados e descaso com o futuro de milhares de jovens. 

800 milhões desviados de Colombo construiriam 266 novas escolas.


Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

Gostou dessa matéria? Deixe seu comentario.