quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Coluna nº14 - Carnaval sem opressão, IPTU, saúde e UFSC. Veja alguns temas da semana.


Carnaval sem opressão
Impressiona de maneira positiva a quantidade de blocos de carnaval que cada vez mais utilizam como tema a luta contra as opressões: racismo, machismo e homofobia. Muito legal a iniciativa de ir pra rua brincar, conscientizar e fazer luta política por direitos, parabéns aos organizadores. Enquanto isso na TV uma enquete: “Beijo forçado deveria ser proibido?” Mas claro que sim!! Que absurdo, por acaso as mulheres são obrigadas a beijar algum desconhecido que as agarre na rua? Que papelão da mídia. 

Carnaval sem opressão 2
No contra fluxo dos blocos, a SKOL saiu pra rua com uma propaganda machista que incitava a violência contra a mulher. Em uma época onde a violência sexual é enorme, a cerveja propagandeava as mulheres a dizerem “sim”, nunca “não”. Depois de vários protestos online, a empresa teve que retirar os cartazes, afinal, não é não, e toda mulher tem direito de dizê-lo. E os homens a obrigação de respeitar. Vitória do movimento feminista contra a cerveja. 

Cesta básica
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) publicou recentemente o seu tradicional estudo sobre o custo das cestas básicas. O resultado vai de acordo com o que já sentimos no bolso: em janeiro, Florianópolis registrou a terceira cesta básica mais cara do país com valor de R$ 360,64. Só perde para São Paulo e Porto Alegre. Ainda segundo a pesquisa, o salário mínimo necessário para uma família de 4 pessoas deveria ser de R$ 3.118,62, valor bem superior ao atual R$ 788,00.

Cesta básica 2
Houve aumentos em 17 das 18 capitais pesquisadas pelo DIEESE no mês de janeiro. Na capital catarinense o aumento acumulado no período de um ano foi de 11,76% - valor bem acima do conquistado pelas categorias de trabalhadores nas negociações salariais. Como costuma cantar a população em muitos protestos que houve na cidade: “Ilha da magia, tem que ser mago pra pagar essa quantia”.

IPTU
Foi definido pela Câmara de Vereadores: o IPTU em Florianópolis irá aumentar até 50%.  Mais um aumento pro bolso do trabalhador, além da gasolina, da tarifa de ônibus, dos alimentos, da luz. Apesar da prefeitura dizer que nem todos terão aumento, e que parte dos mais pobres terão a tarifa social de R$20,00, isso será muito restrito. Muitas famílias que ganham pouco e que moram em áreas agora consideradas nobres, como as praias, terão um aumento significativo. O mais justo seria o IPTU realmente progressivo: quem tem mais dinheiro, paga mais, quem é mais pobre, paga menos, ou é isento. 

IPTU e a esquerda 
Nenhum dos mandatos de esquerda da Câmara de Vereadores defendeu o imposto progressivo. Nem Lino Peres (PT), Afrânio Boppré (PSOL) e muito menos o de Ricardo Vieira (PCdoB) pautaram o IPTU progressivo ou chamaram os movimentos sociais para defender sua aprovação. Afrânio Boppré defendeu a proposta dos empresários da cidade: aumentar o IPTU pelo IPCA uniformente para todos. 

Hospital Regional de Biguaçu - A novela continua
Nossa coluna já denunciou o descaso a respeito da abertura do Hospital. A promessa de abertura era janeiro deste ano e não aconteceu. Agora a promessa é que o Hospital comece a atender “talvez em junho deste ano” e a UTI “talvez em 2016”. Nem o treinamento dos funcionários novos começou ainda. Além disso, é bom lembrar que o hospital terá 30% das vagas para atendimento particular, apesar de ter sido investido milhões de reais do dinheiro público. Enquanto isso quem depende do SUS espera sentado. 

Churrascasto na UFSC
O movimento estudantil da UFSC está organizando para quinta-feira, dia 19 de fevereiro, um “Churrascato”. O nome é a junção das palavras ato+churrasco, colocando de forma descontraída a manifestação pela abertura imediata do Restaurante Universitário. Os estudantes que já estão na cidade reclamam que é impossível se manter sem a abertura do RU, já que os custos de alimentação são altíssimos na cidade. Vamos ver o que responde a reitora Rosalane Neckel, que até agora só vem decepcionando a comunidade universitária. 

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