terça-feira, 10 de março de 2015

Coluna nº17 - Dia da mulher, transporte público, saúde. Veja alguns temas da semana.


08 de março
No sábado, 07 de março, o Movimento Mulheres em Luta, filiando a Central Sindical e Popular Conlutas,  realizou um ato no TICEN comemorando o dia internacional de luta da mulher. O movimento, que é de mulheres jovens e trabalhadoras, entregou panfletos e pediu assinaturas para o abaixo assinado exigindo do governo a aplicação de 1% do PIB em políticas públicas que combatam a violência contra a mulher. Vejam o artigo do PSTU Floripa sobre o 08 de março: http://pstuflorianopolis.blogspot.com.br/2015/03/08-de-marco-no-dia-8-de-marco-dia.html

Ônibus ou Latas de Sardinha?
Os trabalhadores a juventude pobre de  Florianópolis sofrem cotidianamente com as péssimas condições do transporte público. Esse triste quadro é ainda pior para os moradores das cidades em volta da capital. Apesar do aumento da população moradora da grande Florianópolis, o transporte intermunicipal não teve aumento no número de ônibus, novas linhas ou horários. O resultado são ônibus cada vez mais superlotados. Mas se não há aumento de linhas e horários dos ônibus, não  se pode dizer o mesmo do preço das passagens, que são exorbitantes.

As máfias dos transportes
Auditoria do tribunal de contas do estado de Santa Catarina   aponta  nada menos do que 22 irregularidades no transporte intermunicipal da grande Florianópolis. A maioria dessas irregularidades (12) são para que as empresas possam cobrar mais caro pela passagem, isso é, em bom português, cometem  roubo contra a economia popular.  O Deter (Departamento Estadual de Transportes e de Terminais), que deveria zelar por esse transporte, não só é conivente com as práticas das empresas que monopolizam o transporte, com chega até mesmo a encobrir as suas falcatruas. A luta para tirar o transporte das mãos dessa máfia e torna-lo um serviço público, gratuito e de qualidade,  precisa ser levada de forma unificada por  todos os trabalhadores e a juventude da região.

Até tu RBS
Quem diria, até a super reacionária RBS foi obrigada a reconhecer que a politica de combate as drogas tem sido um enorme fracasso e que a única saída é a descriminalização do uso da maconha. Não é demais lembrar que há apenas  um ano atrás eles estavam apoiando com tudo a criminosa ação da policia que invadiu o   campus da UFSC para prender  estudantes que portavam dois  cigarros de maconha. 

Por que será...
O fracasso da politica de guerra ao tráfico é tão catastrófico, que mesmo nos EUA ela tem sido abandonada em vários estados, que estão legalizando o consumo e a produção da maconha (lá há legislação diferenciada de um estado para outro). Aqui  em SC, a violência causada pelo tráfico se tornou um flagelo que atinge em especial aos trabalhadores e a juventude dos bairros da periferia. A verdade é que além da ineficiência dessa forma de combate ao uso de drogas, há ainda de se constatar que a policia está perdendo essa guerra. Basta ver a continuidade dos incêndios criminosos e dos constantes tiroteios entre policia e traficantes, esses cada vez mais arrojados. 

Violência em Joinville
A policia que deveria estar combatendo eficientemente o crime, que cresce a cada dia, está quase que totalmente voltada para ações inúteis contra o tráfico de drogas. Essa semana, por exemplo, foi divulgado os dados da  violência em Joinville em 2014. Foi o ano mais violento da história. Cresceram assustadoramente não só os assaltos como também  homicídios. Joinville, como as demais cidades do estado, vive o clima de insegurança e medo, coisa que antes não era comum por aqui.

Greve dos caminhoneiros
A luta dos caminhoneiros, embora justa, foi bastante confusa no que se refere as reivindicações concretas, assim  como na composição e na direção do movimento. Isso porque grandes empresas transportadoras se meteram no movimento iniciado por caminhoneiros autônomos, para se aproveitarem dessa luta. Mas dentro desse movimento geral houve lutas claramente progressivas, como a dos caminhoneiros autônomos de Itajaí e Navegantes. Estes lutaram diretamente contra as transportadoras e se mantiveram firmes, mesmo depois de recuo dos bloqueios dos demais caminhoneiros, até atingirem vitória com o reajuste das tabelas de fretes bem acima do que as empresas queriam conceder.

Greve no Samu de Joinville
Se há um serviço público de importância reconhecida por todos, esse é o do Samu. Além da importância, a eficiência do serviço sempre foi reconhecida por todos. Porém, apesar da dedicação de seus trabalhadores, o Samu vem piorando cada vez mais. Isso tem um motivo bastante simples: o serviço foi privatizado pelo governo Colombo. No lugar de um serviço do estado, ele passou para as mãos de uma empresa privada que age sob o disfarce de organização social. Hoje, os trabalhadores do Samu de Joinville são obrigados a recorrem a greve até para receberem seus salários que vem sendo atrasados desde outubro do ano passado. 

Mais privatização na Saúde
Já não bastasse a política criminosa de privatizações na saúde de Colombo (Samu, Hospital Florianópolis, de Biguaçu etc.), ainda temos que enfrentar outro ataque à saúde vindo por parte do governo federal. Dilma e o ministro da saúde pretendem entregar para uma empresa a administração do Hospital Universitário. O hospital, que é referência de atendimento em Santa Catarina, passaria então a ter a melhor parte de sua estrutura e de seus médicos atendendo particular. Mas como há grande resistência por parte dos trabalhadores da saúde e da UFSC contra essa privatização criminosa, o governo vem fazendo de tudo para sucatear o hospital e jogar a população contra os servidores. É isso que explica os acontecimentos absurdos da última segunda feira, quando uma verdadeira multidão foi ao HU para tentar garantir a marcação de consultas .

Greve de metalúrgicos de Criciúma
Os trabalhadores metalúrgicos da região de Criciúma podem entrar em greve ainda nessa quarta-feira, dia 11. A categoria já vinha em estado de greve desde a assembleia anterior, dia 20 de fevereiro, quando foi apresentada a proposta da patronal de reajuste de 7% dos salários. Esse índice de reajuste é inaceitável diante da atual disparada da inflação. Essa combativa categoria já aprendeu que sem luta não há vitória, por isso esta disposta a repetir o que fez em 2014 quando foi a greve e conseguiu um aumento maior do que a patronal queria impor.

PÉROLA DA SEMANA
...o ex-parlamentar se manifestará de modo transparente, como sempre fez ao longo de toda a sua vida pública, na qual, cita-se por relevante, nunca respondeu a nenhuma ação de natureza criminal". Trecho da nota do ex-deputado do PP João Pizzolatti através de sua assessoria. Vale lembrar que além de ele estar sendo investigado em cinco inquéritos por ser um dos principais beneficiários do milionário esquema de corrupção na Petrobras ele ainda esteve amplamente envolvido no Mensalão.  

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