sábado, 2 de janeiro de 2016

Não ao aumento das passagens de ônibus!

O prefeito César Souza Jr (PSD) autorizou novo aumento de passagens de ônibus a partir do dia 03 de janeiro (domingo). Com o reajuste, no cartão o preço da passagem passará de R$ 2,98 para R$ 3,34 e no dinheiro de R$ 3,10 para R$ 3,50. Teremos também reajustes na tarifa social, que passará a ser de R$ 2,25 e nos amarelinhos, que irão para R$ 6,00 nas ditas linhas curtas e para R$ 7,75 nas ditas linhas longas.

Florianópolis tem um transporte coletivo que segue o mesmo padrão que existem nas capitais e em grandes e médias cidades do país: caro, de péssima qualidade e controlado por máfias de transportes formadas por empresários e políticos encastelados em governos e câmaras de vereadores, que decidem tudo pelas costas da população jovem e trabalhadora, que é quem de fato precisa desses serviços.

Não por um acaso o aumento nos transportes de Florianópolis ocorre junto ao de outras cidades do país, como em São Paulo, que tem a prefeitura dirigida por Fernando Haddad, do PT, e o governo do estado dirigido por Geraldo Alckmin do, PSDB, que irão aumentar juntos o preço da passagem do ônibus e do metrô. Na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB, autorizaram aumentos nos transportes de ônibus, trens e barcas.


Por que aumentam a tarifa agora?

Por trás de todos esses aumentos coordenados que ocorrem neste momento de festas e férias para escolares está a tentativa de evitar uma resposta organizada nas ruas com protestos contra os aumentos. Os políticos e empresários ainda têm bem vivas em suas memórias as manifestações de junho de 2013 que começaram com a pauta dos transportes e resultaram na redução de tarifa em mais de 50 cidades do país.

As prefeituras, câmaras de vereadores e governos do estado com esses aumentos, da mesma forma que o governo Dilma (PT) e o Congresso Nacional comandado por Eduardo Cunha e Renan Calheiros do PMDB, não pensam em outra coisa a não ser jogar a conta da crise econômica em nossas costas. Neste momento que temos os aumentos de tarifa, governo feral e no congresso nacional se articulam novas reformas (previdenciária e trabalhista) que pretendem atacar direitos históricos dos trabalhadores. Os ataques vêm de todos os lados!

Todos eles querem que paguemos a conta da crise com inflação, arrocho nos salários, retirada de direitos, precarização e privatização de serviços públicos e com o aumento do desemprego.


O que propõe o PSTU?

Somente com a mobilização e organização independente da juventude e dos trabalhadores poderemos barrar mais esses aumentos e outros ataques contra nossos direitos, salários e empregos. Precisamos em nossa cidade mudar totalmente a lógica do transporte coletivo. É preciso tirar ele da mão dos empresários, acabando com sua exploração através do consórcio Fênix, que é um monopólio privado.

A municipalização do transporte faria com que ele fosse de fato público e também estatal. Além disso, é necessário com que ele seja controlado democraticamente por trabalhadores e a juventude que dependem do transporte coletivo, através de conselhos populares. Só assim, com muita luta e organização, teremos um sistema com mais qualidade, mais horários, mais barato e será possível implantar a tarifa zero, aumentar a segurança das ciclovias e ampliá-las e implantar sistemas alternativos como o marítimo.


O PSTU defende:
  • Revogação imediata dos aumentos de passagens!;
  • Passe-livre para estudantes e desempregados, já!;
  • Barateamento das passagens rumo à tarifa zero!;
  • Municipalização dos transportes sob controle dos trabalhadores e da juventude!
  • Debate amplo na cidade e a implantação de maneira pública e estatal de transportes alternativos - como o marítimo e a ampliação das ciclovias - e maior segurança para os ciclistas!;
  • Construir a greve geral para defender transporte público acessível e de qualidade, direitos, salários e empregos!;
  • Fora todos eles! Fora Dilma, Temer, Cunha, Aécio, César Souza Jr e esse congresso e essa câmara!;
  • Eleições gerais, já!;
  • Por um governo dos trabalhadores apoiado em conselhos populares!

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