quinta-feira, 10 de março de 2016

TODO APOIO À GREVE DOS SERVIDORES MUNICIPAIS! OS TRABALADORES NÃO PODEM PAGAR PELA CRISE!



Os servidores municipais de Florianópolis e de outras cidades no estado estão em greve ou em processo de mobilização. Em Florianópolis o prefeito César Jr, do PSD, quer jogar a conta da crise em cima das costas dos trabalhadores e do serviço público.
A prefeitura com sua vergonhosa proposta salarial desrespeita toda a categoria do serviço público municipal querendo dar zero de reajuste aos servidores e servidoras. Nem a inflação garante. Em especial as mulheres são desrespeitadas, pois são ampla maioria na categoria, e entre o conjunto da população, são as que mais dependem, junto de seus filhos, dos serviços públicos de creche e de saúde, que também vem sendo atacados com o aumento da precarização e o incentivo a terceirização/privatização.
Para fazer seus ataques César Jr se vale do apoio dado pelo poder judiciário e pela grande mídia que atacam o legítimo direito de greve da categoria. A câmara de vereadores da cidade também majoritariamente está do lado do prefeito. Juntos estavam envolvidos no escândalo de corrupção “ave de rapina”, onde sumiu R$ 35 milhões de reais dos cofres públicos, e ninguém foi punido. Agora estão juntos nos ataques aos servidores.
Os trabalhadores da Comcap também são atacados por César Jr com o não pagamento por parte da prefeitura de parcelas do FGTS e INSS.
Chamamos ao conjunto das organizações e dos movimentos de luta da classe trabalhadora e da juventude para que se solidarizem com as greves dos servidores municipais na grande Florianópolis e deem todo apoio a sua mobilização e reivindicações. Defendemos a unificação de todas as categorias hoje em luta na região para derrotar a política de César Jr e demais prefeitos.



Dinheiro tem! Os trabalhadores não podem pagar pela crise!
           Enquanto a economia crescia os trabalhadores não foram chamados para participar dos ganhos. Bancos e grandes empresas lucraram como nunca na história desse país. Agora, com a crise econômica chegando de vez no Brasil e em Santa Catarina, os governos dizem que temos que fazer sacríficios. Aceitar o famigerado ajuste fiscal.
Enquanto isso, os ricos da cidade, os bancos e as grandes empresas devem em impostos municipais mais de meio bilhão de reais, e, mesmo assim, vem desenvolvendo livremente seus negócios sem serem incomodados nem pela prefeitura, nem pela justiça. Para piorar a prefeitura quer vender a cobrança da dívida na cidade para um banco com o PLC 1.516/2018, que com certeza só vai obrigar a quitar a dívida os trabalhadores e o povo pobre que não conseguem pagar o IPTU, poupando os ricos.
A prefeitura também respeita religiosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que na verdade é uma lei de irresponsabilidade social, pois para garantir a dívida pública para empreiteiros e banqueiros corta despesas na saúde, na educação e na valorização dos servidores públicos. Ao mesmo tempo César Jr concede muitas isenções de impostos aos patrões, a exemplo dos empresários do transporte, que pagam a insignificante taxa de 0,01% de ISS, e ainda lucram com subsídios milionários da prefeitura e com as tarifas caras de ônibus, sem oferecer um serviço de qualidade.
O prefeito mente na maior cara de pau em dizer que não tem dinheiro, pois ele vem beneficiando os poderosos da cidade com muitos privilégios.
César Jr/PSD só faz isso porque Dilma/PT e Colombo/PSD igualmente não medem esforoços para salvar os ricos da crise econômica. Os governos federal e estadual dão bilhões em isenções fiscais aos empresários e priorizam o pagamento da dívida aos banqueiros.
O governo federal cortou neste ano R$ 4 bilhões da saúde e da educação e apresentou seu novo projeto de reforma da previdência que vai atacar direitos históricos da classe trabalhadora, em especial das mulheres trabalhadoras, igualando a idade mínima e de tempo de contribuição entre mulheres e homens, passando por cima da dupla e até tripla jornada de trabalho feminina. O governo estadual destruiu o plano de carreira dos professores, fez uma reforma da previdência que aumentou a contribuição previdenciária dos servidores e vem fechando escolas públicas pelo estado.


FORA DILMA, CÉSAR JR, COLOMBO, AÉCIO, CUNHA, TEMER! FORA TODOS ELES!

           

É preciso ir às ruas contra Dilma, César Jr, Colombo, Aécio, Temer, Cunha e esse Congresso Nacional e essa Câmara de Vereadores corruptos. Fora todos eles! É necessário impulsionar um dia de luta unificado da classe trabalhadora. Nesse sentido, ganha cada vez mais importância o chamado realizado pela CSP-Conlutas, o Espaço Unidade de Ação e diversas entidades do funcionalismo público federal para uma jornada de lutas no próximo dia 1º de abril em defesa dos empregos e dos serviços públicos e contra esses ataques e as mentiras dos governos, políticos e patrões.
Vamos unificar no país as greves, as mobilizações e as ocupações. Os trabalhadores municipais hoje em greve são um exemplo de luta, assim como a grande luta unificada dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e a ocupação pelos operários da fábrica dos fogões Dako e Continental, em Campinas/SP, contra a demissão de 1900 trabalhadores e trabalhadoras. PT, PSDB, PMDB e PSD brigam neste momento para ver quem governa, mas estão juntos na hora de atacar os trabalhadores. Nenhum desses lados nos representam. O PSTU acredita que é necessário, além de fortalecer a construção do dia 1º de abril como um dia de lutas, unificar as lutas rumo a uma Greve Geral para derrotar os ataques.
Por isso, que os trabalhadores e as trabalhadoras não devem ir nem no ato programado para o dia 13 de março pelo PSDB e nem ao ato do dia 18 de março chamado pelo PT e a CUT, pois as direções de ambos os atos apoiam aqueles que aplicam o duro ajuste fiscal que existe em todo país. Temos que nos mobilizar de maneira independente e unificada para derrotar o verdadeiro golpe que existe hoje e está sendo feito pelos governos e o congresso nacional contra os direitos dos trabalhadores.
            Nesse sentido fazemos um chamado aos companheiros e companheiras da direção do SINTRASEM e à organização Esquerda Marxista/PSOL (que faz parte da direção do sindicato) para que venham construir as manifestações do dia 1º de abril. Para unificar nossa classe de maneira independente do governo federal, da oposição burguesa do PSDB e dos governos estaduais e municipais.
Chamamos também aos companheiros da direção do SINTRASEM e da organização Esquerda Marxista/PSOL a que rompam com a CUT, que neste momento negocia junto aos governos e banqueiros a nova reforma da previdência no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi a mesma CUT que também negociou a reforma da previdência de 2003 de Lula e que depois governadores e prefeitos reproduziram em suas regiões atacando direitos históricos dos servidores públicos.




- Todo Apoio às Greves dos Servidores Públicos Municipais! Atendimento imediato das reivindicações!
- Contra o arrocho salarial! Não podemos pagar pela crise!
- Abaixo a LRF! Não o pagamento das dívidas aos banqueiros! Pelo fim das isenções de impostos aos empresários!
- Dinheiro público para a valorização dos serviços e servidores públicos!
- Nenhuma punição aos grevistas e ao sindicato! Greve é direito!
- Em defesa de uma Comcap 100% Pública e Estatal e dos direitos de seus trabalhadores!
- Fora Dilma, César Jr, Colombo, Aécio, Cunha, Temer! Fora esse Congresso Nacional e essa Câmara de Vereadores! Fora Todos Eles! Eleições Gerais, Já! Por um governo socialista dos trabalhadores apoiado em Conselhos Populares!
- Construir o dia 1º de abril como dia nacional unificado de mobilizações independentes de patrões e governos! Que a direção do Sintrasem se integre na construção dessa mobilização!
- Não à reforma da previdência e aos cortes de verbas! Que a direção do Sintrasem rompa com a CUT!


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